Secretário do Tesouro acredita em crescimento positivo para 2026, mesmo com impactos do shutdown

Scott Bessent destaca a resiliência da economia dos EUA, mesmo após o shutdown.
Economia dos EUA sob a ótica de Scott Bessent
Neste domingo (23), o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, abordou os impactos do recente shutdown no cenário econômico do país. Segundo ele, a paralisação de 43 dias gerou um impacto permanente de US$ 11 bilhões (R$ 59,44 bilhões). No entanto, Bessent se mostrou otimista quanto às perspectivas de crescimento para 2026, citando a redução das taxas de juros e os benefícios fiscais como fatores favoráveis.
Desafios e expectativas
Bessent comentou sobre setores da economia americana que estão enfrentando dificuldades, especialmente o imobiliário, que está em recessão. Apesar disso, ele não vê a totalidade da economia dos EUA em risco de crescimento negativo. Em entrevista ao programa “Meet the Press”, da NBC, o secretário destacou que a inflação, atribuída principalmente à economia de serviços e não às tarifas do presidente Donald Trump, deve ser mitigada pela queda nos preços da energia.
O governo Trump e a inflação
O governo Trump, que enfrenta um índice de aprovação de apenas 38%, tem enfrentado desafios significativos na economia, especialmente após as recentes vitórias democratas em eleições estaduais. Bessent ressaltou que a administração está focada em melhorar a acessibilidade econômica, destacando que a inflação foi 0,5% maior em Estados sob controle democrata do que em Estados governados por republicanos, uma diferença que ele atribui ao aumento da regulamentação.
Dados recentes e otimismo
Dados recentes mostram uma desaceleração na atividade industrial dos EUA, com preços elevados devido às tarifas de importação que restringem a demanda. Contudo, Bessent reafirmou seu otimismo, mencionando que a queda nos preços da energia e o aumento nas vendas de imóveis residenciais são sinais positivos. Ele declarou: “Estou muito, muito otimista em relação a 2026. Preparamos o terreno para uma economia de crescimento muito forte e não inflacionária.”
Conclusão
O secretário do Tesouro finalizou enfatizando que o governo continua trabalhando arduamente para reduzir a inflação, que atualmente está em 3% ao ano. Apesar dos desafios enfrentados, a mensagem de Bessent é clara: a economia dos EUA, como um todo, não corre risco de recessão, e há razões para um futuro otimista.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Kevin Lamarque/REUTERS










