Equipe médica avalia que episódio com tornozeleira eletrônica foi causado por interação medicamentosa.

Médicos de Jair Bolsonaro falam em "confusão mental" e suspendem o uso da Pregabalina após episódio com tornozeleira.
Médicos de Jair Bolsonaro relatam episódio de confusão mental
Na manhã de 23 de novembro, a equipe médica que acompanha o ex-presidente Jair Bolsonaro se pronunciou sobre um episódio em que ele tentou mexer na tornozeleira eletrônica, descrevendo um quadro de “confusão mental e alucinações”. Segundo os médicos Leandro Echenique e Cláudio Birolini, isso pode ter sido induzido pelo uso do medicamento Pregabalina, que foi prescrito por outra profissional sem o conhecimento da equipe atual.
De acordo com o boletim médico, na noite de 21 de novembro, Bolsonaro apresentou sintomas que levaram à preocupação da equipe. O ex-presidente relatou um momento de paranoia durante sua audiência de custódia, o que culminou na decretação da sua prisão preventiva no dia seguinte, 22 de novembro. Os médicos afirmam que, ao perceberem os sintomas, suspenderam imediatamente o uso da Pregabalina, e até o momento, o ex-presidente está clinicamente bem.
Interações medicamentosas e seus efeitos
Os médicos explicaram que a Pregabalina interage com outros medicamentos que Bolsonaro já utiliza, como Clorpromazina e Gabapentina, ambos indicados para o tratamento de crises de soluços. A combinação dessas substâncias pode provocar efeitos colaterais significativos, incluindo alterações no estado mental, desorientação e alucinações. O relatório destaca a importância de se manter um controle rigoroso sobre a medicação prescrita, especialmente em pacientes com histórico médico complexo.
Contexto da prisão de Jair Bolsonaro
A prisão de Bolsonaro foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sob a alegação de risco de fuga e ameaça à ordem pública. O ex-presidente, que se encontra na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, enfrenta diversas acusações relacionadas a sua conduta durante e após o mandato. A situação atual levanta questionamentos sobre a saúde mental do ex-presidente e a adequação das prescrições médicas.
Enquanto a equipe médica tenta estabilizar a situação clínica de Bolsonaro, o episódio gerou uma série de reações nas redes sociais e na mídia. A discussão sobre a saúde mental de figuras públicas e a responsabilidade médica em tratamentos complexos é um tema que ganha cada vez mais relevância no cenário atual.
Conclusão
A situação de Jair Bolsonaro, marcada por episódios de confusão mental e a suspensão do uso de medicamentos potencialmente prejudiciais, é um alerta sobre a importância do acompanhamento médico adequado e da comunicação entre profissionais de saúde. À medida que o ex-presidente enfrenta os desafios legais, a atenção à sua saúde e bem-estar deve ser uma prioridade, tanto para sua equipe quanto para a sociedade.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: AFP










