Alzinedi e Karen compartilham a trajetória solitária e desafiadora na malha ferroviária

Alzinedi e Karen compartilham experiências na vida de maquinistas, refletindo sobre desafios e momentos de liberdade.
A vida solitária de maquinistas e os laços familiares
Na malha ferroviária da Rumo Logística, a vida como maquinista é marcada por desafios e a busca por liberdade. Alzinedi e Karen Vaz, mãe e filha, são exemplos de como essa profissão, muitas vezes solitária, pode ser uma jornada compartilhada. Karen, aos 34 anos, é responsável por conduzir 138 vagões, enquanto Alzinedi, de 54 anos, muitas vezes assume o comando após a filha, criando um elo especial entre elas.
Crescimento feminino na profissão
Em um ambiente tradicionalmente masculino, o número de mulheres na função de maquinista aumentou significativamente. Em 2022, havia apenas duas mulheres nesse cargo na Rumo, enquanto agora são 45. A empresa reconhece a importância de apoiar a inclusão feminina e está implementando soluções para melhorar as escalas de trabalho, facilitando a vida das maquinistas, que frequentemente ficam longe de casa por dias.
A formação exige dedicação e preparação
O processo de formação de um maquinista é longo e intenso, levando cerca de nove meses, mais tempo que o necessário para se tornar piloto de avião. Os candidatos aprendem a lidar com gráficos complexos e sistemas de frenagem, além de passarem horas em simuladores que reproduzem as ferrovias. A complexidade da função exige que as maquinistas estejam sempre preparadas para tomar decisões rápidas em situações imprevistas.
Reflexões sobre a solidão e a liberdade
Durante suas viagens, a solidão pode ser um companheiro constante. No entanto, Alzinedi vê isso como um momento de liberdade. “Dentro do trem, você pode sonhar e fazer planos”, diz ela. Essa perspectiva é compartilhada pela filha, que também encontrou na solidão uma forma de autodescoberta e empoderamento. Ambas reconhecem que, apesar dos desafios, a profissão pode ser profundamente gratificante.
Inspirando futuras gerações
A relação entre Alzinedi e Karen não é apenas de mãe e filha, mas de mentor e aprendiz. Karen é inspirada pela trajetória da mãe, que superou preconceitos e desafios para se destacar na profissão. A próxima geração também está a caminho: a filha mais velha de Karen, Tamires, de 15 anos, já expressou interesse em seguir os passos familiares, mostrando que essa tradição pode se perpetuar. “Ela me pergunta como é ser maquinista e fala sobre seu desejo de seguir essa carreira”, conta Karen, cheia de orgulho.
O futuro das mulheres na Rumo Logística
A Rumo Logística tem planos ambiciosos para o futuro, incluindo a formação de mais 600 maquinistas até 2030. A empresa está se esforçando para descentralizar a formação e facilitar o acesso a mulheres de diversas regiões, permitindo que mais mulheres ingressem em uma profissão que, até pouco tempo, era vista como uma exclusividade masculina. Tanto Alzinedi quanto Karen estão determinadas a abrir caminho para outras mulheres, e seu legado pode inspirar uma nova geração de maquinistas a se unir aos trilhos da liberdade.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Divulgação/Rumo










