Marco Pellegrini, ex-secretário da pessoa com deficiência, mostra superação ao pilotar com joystick e capacete

Marco Pellegrini, piloto tetraplégico, participa de corrida de calhambeques utilizando tecnologia adaptada em SP.
Superação e tecnologia: a história de Marco Pellegrini
Em um emocionante evento no interior de São Paulo, Marco Antonio Pellegrini, um piloto tetraplégico, desafiou as expectativas ao participar de uma corrida de calhambeques. Após um assalto que o deixou sem movimentos aos 27 anos, Pellegrini não apenas superou suas limitações, mas também inovou ao criar um sistema adaptado para pilotar. Com um joystick posicionado em seu queixo e um capacete especial, ele tem a capacidade de acelerar, frear e manobrar o veículo.
A corrida de calhambeques em Pardinho
Na última sexta-feira (21), Pellegrini pilotou um Ford F1 de 1951, carinhosamente chamado de Laranjão, durante a corrida em Pardinho. O circuito, que abrigou aproximadamente 70 carros, foi o cenário perfeito para sua estreia como piloto. A tecnologia utilizada permite que ele opere o veículo de forma tátil e intuitiva, com todos os comandos necessários acoplados ao capacete, sem depender de dispositivos eletrônicos. O piloto ficou emocionado com a recepção calorosa do público e de outros competidores ao longo do evento.
Inovação e legado
A criação de Pellegrini não é apenas uma demonstração de habilidade, mas também uma afirmação do potencial das pessoas com deficiência. Em suas palavras, “ter a oportunidade de pilotar na pista do PNT é uma honra”. Ele enfatiza a importância de seu ativismo antirracista e como suas experiências no Aristocrata Clube e na Associação Cultural do Negro o ajudaram a traçar seu caminho na sociedade.
A paixão por carros antigos
Desde a adolescência, a paixão de Pellegrini por carros antigos o acompanha. Ele começou sua trajetória no mundo automotivo ao adquirir uma moto DKW de 1939, o que despertou seu interesse pela mecânica. Durante a pandemia, junto com um amigo, ele fundou a Garagem 449, onde restaura carros antigos e promove a inclusão. Pellegrini acredita que a felicidade pode ser encontrada em pequenas coisas, como ter um galpão, um pouco de dinheiro e um amor genuíno por carros.
Reflexões sobre a vida e a corrida
Pellegrini, que também é analista de projetos no Metrô de São Paulo, reflete sobre sua trajetória de vida e a importância de viver plenamente. “Viver é muito perigoso e ninguém sai dessa vida vivo. Então só importa como”, diz ele, reforçando sua escolha de ser pleno em cada experiência. Sua participação na corrida não é apenas um ato de coragem, mas um exemplo inspirador de como a determinação e a tecnologia podem transformar vidas.
A corrida PNT, que celebra a cultura automobilística e a inclusão, é um marco importante não apenas para Pellegrini, mas para todos que buscam quebrar barreiras e desafiar as normas sociais. Com sua presença na pista, ele não apenas competiu, mas também se tornou um símbolo de resistência e superação.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Divulgação/Comunidade PNT










