Banco de Brasília reafirma solidez e adequação de carteiras em meio a denúncias

BRB anuncia atuação como credor do Banco Master e destaca a solidez de suas carteiras.
BRB como credor do Banco Master em meio a investigações
O Banco de Brasília (BRB) se posicionou na última sexta-feira (21) como credor na liquidação extrajudicial do Banco Master, em resposta a investigações que revelaram irregularidades nas negociações entre as duas instituições. A nota do BRB afirma que as carteiras atuais de crédito “seguem padrão adequado” e que a instituição permanece sólida, colaborando com as autoridades.
Após reportagens sobre a venda de carteiras de crédito forjadas pelo Banco Master ao BRB, que totalizariam R$ 12,2 bilhões, o banco destacou a solidez de suas operações. De acordo com investigações do Banco Central, Ministério Público Federal e Polícia Federal, essas operações comprometeriam mais de 20% das atividades de crédito do BRB.
Detalhes das operações e a resposta do BRB
O BRB esclareceu que, dos R$ 12,76 bilhões mencionados na mídia, mais de R$ 10 bilhões já foram liquidados ou substituídos. A nota enfatiza que a exposição que restou não é uma dívida direta com o Banco Master. Em relação às operações de cessão de carteiras, o banco explicou que ocorreu uma transferência financeira no momento da aquisição, seguida pela devolução ao Banco Master, mas com a substituição por novas carteiras ou cotas de fundos de investimento.
Ainda segundo o BRB, todo o processo de substituição de carteiras e adição de garantias foi reportado e acompanhado pelo Banco Central, reforçando a transparência das operações.
Impactos das investigações e mudanças na gestão
As investigações levaram à prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e à decretação da liquidação extrajudicial da instituição. Em decorrência dos fatos, o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o diretor financeiro, Dario Oswaldo Garcia Júnior, foram afastados por 60 dias. O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, nomeou Nelson Souza, ex-presidente da Caixa, para liderar o BRB durante este período.
Reação do mercado e classificação de risco
Recentemente, a agência de classificação de risco S&P Global rebaixou o rating do BRB de “B” para “B-“, citando preocupações sobre a aquisição de empréstimos do Banco Master, que agora estão sob investigação. A S&P alertou que a situação aumentou as preocupações com as práticas de governança e gestão de riscos do BRB. Desde a liquidação do Banco Master, as ações do BRB sofreram uma queda de 10,06%, refletindo a desvalorização das ações acumulada ao longo do ano.
A solidez do BRB em números
Apesar das dificuldades, o BRB relatou que possui mais de R$ 80 bilhões em ativos e uma carteira de crédito de mais de R$ 60 bilhões. No primeiro semestre, registrou um lucro líquido recorrente de R$ 518 milhões, com uma margem financeira superior a R$ 2,3 bilhões, o que demonstra a solidez da instituição após 59 anos de atuação no mercado.
A situação continua em evolução, e o BRB se compromete a manter a transparência e a colaboração com as investigações em andamento.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Reuters





