Tenente da PM é absolvido após encenação em júri sobre a morte do campeão de jiu-jítsu.

Tenente da PM é absolvido após simular tiro que matou Leandro Lo durante julgamento.
Simulação do Tiro no Julgamento
Durante o julgamento que absolveu o tenente da Polícia Militar Henrique Otávio Oliveira Velozo, o policial simulou o tiro que resultou na morte do campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo, ocorrido em agosto de 2022. A encenação, que envolveu uma arma falsa com mira a laser, aconteceu no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. A defesa do PM argumentou que a ação foi um ato de legítima defesa, enquanto a promotoria já recorreu da decisão.
Contexto do Caso
Leandro Lo foi morto durante uma confusão no Esporte Clube Sírio, onde Velozo e Lo estavam presentes em um show do grupo Pixote. Velozo, que alegou ter sido agredido pelo lutador, disse que disparou em legítima defesa após ser atacado. O caso, que gerou grande repercussão, culminou na prisão de Velozo por três anos, até sua recente absolvição no júri popular.
Reações à Decisão Judicial
Após a absolvição, o advogado de Velozo, Claudio Dalledone, afirmou que a decisão restabeleceu a verdade. Em contrapartida, o advogado da mãe de Lo, Fatima Lo, expressou descontentamento, questionando a legitimidade da defesa alegada. Fatima afirmou que a decisão judicial deve ser respeitada, mas que a família não aceita a justificativa de legítima defesa para a morte de seu filho.
Reintegration à Polícia Militar
Após a absolvição, o tenente Velozo gravou um vídeo pedindo desculpas à família de Leandro Lo, dizendo que se viu em uma situação limite. Em setembro, o governador Tarcísio de Freitas assinou sua demissão, mas em outubro, a Justiça determinou a reintegração do tenente à Polícia Militar, um processo que já está em andamento segundo a Secretaria da Segurança Pública. Essa controvérsia levanta questões sobre a atuação da polícia em situações de confronto e a interpretação da legítima defesa.
O que vem a seguir
O desfecho do caso ainda poderá ter desdobramentos, uma vez que o Ministério Público recorreu da decisão de absolvição. A sociedade observa atentamente as próximas etapas do processo e as implicações que a decisão pode ter para a reforma do sistema judiciário e a confiança nas instituições de segurança pública.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Reprodução/TV Globo





