Medicamentos como fezolinetant e elinzanetant prometem ajudar mulheres que evitam a terapia hormonal

Medicações não hormonais prometem aliviar fogachos na menopausa, oferecendo novas opções para mulheres.
Novas alternativas para tratamento dos fogachos na menopausa
Em meio a uma crescente demanda por opções de tratamento, as mulheres que enfrentam os fogachos na menopausa agora podem se beneficiar de novos medicamentos não hormonais. Esses tratamentos inovadores, como o fezolinetant e o elinzanetant, surgem como alternativas para aquelas que não podem ou não desejam seguir a terapia hormonal tradicional.
Como os novos medicamentos funcionam
Os fogachos, conhecidos como ondas de calor, são um dos sintomas mais incômodos da menopausa. A terapia de reposição hormonal sempre foi o padrão, mas as novas medicações atuam diretamente nos mecanismos do cérebro que controlam a temperatura corporal. O fezolinetant, aprovado pela FDA em 2023, atua bloqueando a neurocinina 3, um neurotransmissor que se torna desregulado com a queda do estrogênio.
Os estudos clínicos mostraram que o fezolinetant pode reduzir a intensidade dos fogachos em até 64% e a frequência em 60% após três meses de uso. Isso representa um avanço significativo para muitas mulheres que enfrentam esse desconforto.
Efeitos colaterais e considerações
Embora o fezolinetant seja administrado por via oral uma vez ao dia e tenha mostrado boa tolerabilidade, é importante monitorar as enzimas hepáticas durante o tratamento devido ao risco raro de lesão no fígado. Mulheres com problemas hepáticos devem evitar o uso desse medicamento, conforme alerta a ginecologista Alessandra Bedin.
A aprovação e o futuro do elinzanetant
Outro medicamento promissor, o elinzanetant, foi aprovado em outubro de 2025 pela FDA. Ele é um antagonista duplo, bloqueando não apenas o receptor de neurocinina 3, mas também o receptor de neurocinina 1, potencializando assim seus efeitos. Os estudos têm mostrado que ele pode melhorar tanto a frequência quanto a intensidade dos sintomas vasomotores, além de beneficiar a qualidade do sono e a qualidade de vida geral das mulheres na menopausa.
O papel contínuo da terapia hormonal
Apesar do surgimento dessas novas opções, a terapia de reposição hormonal ainda é considerada o padrão ouro no tratamento dos sintomas da menopausa. No entanto, não é uma opção viável para todas as mulheres, especialmente aquelas com histórico de câncer de mama ou doenças hepáticas. Diante dessa realidade, tratamentos não hormonais se apresentam como alternativas essenciais, ampliando as opções para um tratamento mais individualizado e seguro.
Conclusão e importância do estilo de vida
Enquanto aguardamos a aprovação desses medicamentos pela Anvisa, é fundamental ressaltar que um estilo de vida saudável, que inclui alimentação equilibrada, sono adequado e prática de atividade física, continua sendo crucial para o controle dos sintomas da menopausa. A chegada dessas novas terapias representa uma mudança significativa no tratamento, oferecendo esperança a muitas mulheres que buscam alívio para os fogachos e outros sintomas relacionados à menopausa.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
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