A Avenida Paulista, em São Paulo, foi palco de uma manifestação de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro neste domingo (3). O ato, que ocupou cerca de duas quadras da via, teve como pautas centrais a defesa da anistia a Bolsonaro e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, além do apoio às políticas do ex-presidente americano Donald Trump. Manifestantes também pediram o impeachment e a prisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O evento foi organizado por figuras políticas de direita e líderes religiosos alinhados ao ex-presidente, incluindo o pastor Silas Malafaia. Paralelamente, manifestações similares foram registradas em outras capitais, como Rio de Janeiro e Brasília. Além das tradicionais bandeiras do Brasil, símbolos dos Estados Unidos também marcaram presença no ato paulistano.
Os participantes do protesto em São Paulo alegam que Bolsonaro é vítima de perseguição política. O ex-presidente, no entanto, não compareceu ao evento, cumprindo medidas cautelares impostas pelo STF desde 18 de julho, que incluem o uso de tornozeleira eletrônica e restrições de horários. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, aliado de Bolsonaro, também não esteve presente devido a um procedimento médico agendado.
A anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 foi uma das principais reivindicações do ato. Na ocasião, as sedes dos Três Poderes em Brasília foram vandalizadas, em uma ação que a Procuradoria-Geral da República (PGR) classifica como o ápice de uma trama golpista iniciada em 2021.
Além das pautas domésticas, o protesto na Paulista exibiu forte apoio a Donald Trump, com cartazes e bandeiras dos Estados Unidos. Manifestantes também defenderam as sanções contra o ministro Alexandre de Moraes e as tarifas impostas por Trump ao Brasil. Segundo a Agência Brasil, Trump alega que o judiciário brasileiro “persegue” Bolsonaro. Além disso, manifestantes exaltaram o papel de Eduardo Bolsonaro ao insuflar a pressão dos Estados Unidos.
A Polícia Militar não divulgou estimativa oficial do número de participantes, mas confirmou o reforço do policiamento na área. A prefeitura de São Paulo também não forneceu dados sobre a quantidade de manifestantes, visto que a Avenida Paulista já estava interditada para o tráfego de veículos para a realização do evento.










