O Distrito Federal dá um passo significativo na proteção animal com a aprovação de um novo programa de apoio. A iniciativa visa amparar a crescente população de cães e gatos em situação de vulnerabilidade, estimada em 1,5 milhão de animais. A medida é um marco para ativistas e protetores, prometendo fortalecer a rede de cuidados e o bem-estar animal.
O Programa de Apoio à Proteção dos Animais, aprovado pela Câmara Legislativa do DF, busca garantir condições básicas de cuidado, alimentação e bem-estar. O foco são os animais resgatados ou sob a tutela de protetores independentes e organizações de acolhimento, que muitas vezes atuam sem apoio governamental.
A proposta do Poder Executivo visa, além de fortalecer os protetores, promover políticas públicas de controle populacional e incentivo à adoção responsável. A prevenção do abandono também é uma prioridade, buscando reduzir o número de animais desamparados nas ruas do DF.
Para Daniel Romano Hajaj, advogado e ativista da causa animal, o programa representa um avanço significativo. “Esse apoio chega para dar dignidade a quem luta todos os dias para salvar vidas”, afirma Hajaj, destacando a importância do suporte para aqueles que se dedicam ao cuidado animal.
O programa prevê apoio financeiro operacionalizado pelo Banco de Brasília (BRB), através de cartão magnético ou débito digital. Os recursos serão destinados exclusivamente à compra de alimentos, medicamentos, consultas veterinárias e outros itens essenciais ao cuidado animal, garantindo transparência no uso dos recursos.
“O cartão vinculado ao programa garante transparência e impede desvios”, explica Hajaj. Ele ressalta que a medida assegura que o benefício seja direcionado a quem realmente dedica tempo, dinheiro e estrutura aos animais, promovendo uma alocação justa e eficiente dos recursos.
Uma das diretrizes centrais do programa é o incentivo à castração, considerada fundamental para o controle da população de animais abandonados. “Sem castração, o resgate nunca é suficiente”, enfatiza Hajaj, complementando que “Resgatar é salvar hoje. Castrar é salvar o amanhã”.
A proposta também estimula ações educativas sobre posse responsável, identificação individual dos animais e combate ao abandono, crime previsto em lei. O programa promove a integração entre governo, sociedade civil e iniciativa privada, essencial para o sucesso das ações.
“Proteção animal não é uma tarefa isolada”, conclui Hajaj. “Envolve saúde pública, meio ambiente, educação e responsabilidade social. Quando governo e sociedade trabalham juntos, os resultados são reais”. Com essa iniciativa, o DF se aproxima de uma política permanente de cuidado e proteção animal.










