A crescente dificuldade em encontrar mão de obra tem levado empresários do varejo em Campo Grande a buscar soluções inovadoras, incluindo a automação. Enquanto uma cooperativa de trabalho surge para suprir a demanda por repositores, a tecnologia, com o uso de robôs, desponta como uma alternativa promissora para otimizar processos e aliviar a pressão sobre a força de trabalho humana.
Em outras partes do país, como São Paulo, a implementação de “robôs-garçom” já é uma realidade, embora ainda incipiente. Esses equipamentos, com preços que variam entre R$ 70 mil e R$ 120 mil, dependendo de suas funcionalidades, despertam o interesse de empresários em diversos estados, inclusive no Mato Grosso do Sul. Marcello de Oliveira, sócio da Kratos Robotics, confirma o aumento nas consultas, embora ainda não tenha recebido propostas formais da região.
Segundo Oliveira, o objetivo dos robôs não é substituir completamente os humanos, mas sim assumir tarefas repetitivas e de apoio, como entregas internas e logística. “Eles podem ligar o estoque do supermercado ao ponto de venda, auxiliando no abastecimento de gôndolas”, exemplifica, destacando que o funcionário continua responsável pela reposição, enquanto o robô otimiza o processo.
A FCDL (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas) de Mato Grosso do Sul acompanha de perto essa tendência, observando as experiências em São Paulo e em mercados internacionais. A entidade reconhece que, embora o uso de robôs ainda seja limitado, ele representa um avanço simbólico e um possível caminho para o futuro do varejo local.
Enquanto a automação avança gradualmente, o varejo de Campo Grande aposta em soluções menos visíveis, como totens de autoatendimento e softwares de atendimento digital. A Cooperam (Cooperativa de Trabalho dos Abastecedores de Mercadorias) surge como uma alternativa imediata para lidar com a escassez de trabalhadores, buscando equilibrar a necessidade urgente de mão de obra com o futuro promissor da automação.










