Um trecho sem proteção no viaduto Senador Italívio Coelho, na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, acendeu um alerta para os riscos de acidentes e tentativas de suicídio. A situação motivou um pedido formal à prefeitura para reforçar a segurança no local, conhecido como “Ponte da Vida”, que cruza a Rua Ceará. A solicitação busca garantir a integridade de pedestres e motoristas que circulam diariamente pela região.
O deputado estadual Márcio Fernandes (MDB) formalizou a demanda por meio de uma indicação à prefeita Adriane Lopes (PP) e ao secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Marcelo Miglioli. O parlamentar solicita a instalação de novas grades nas laterais do viaduto, visando a prevenção de tragédias. “A solicitação visa garantir maior proteção, evitando que pessoas em momento de desespero, surto ou outras condições psicológicas possam atentar contra a própria vida ou colocar terceiros em risco”, justificou Fernandes no documento.
Uma equipe de reportagem constatou a falha na estrutura no sentido Centro–Shopping, onde a grade azul existente não se estende até o final, deixando uma área desprotegida com risco de queda. Em contrapartida, o lado oposto, no sentido Shopping–Centro, possui uma estrutura de ferro mais alta e reforçada. A disparidade na segurança entre os lados do viaduto intensifica a urgência da intervenção.
A necessidade de reforço da segurança ganha ainda mais relevância diante de ocorrências trágicas registradas no local. Em setembro deste ano, um homem de 38 anos perdeu a vida após cair do viaduto, apesar do atendimento emergencial do Corpo de Bombeiros e do SAMU. O caso recente serve de alerta para a importância de medidas preventivas.
Em Campo Grande, o Grupo Amor Vida oferece apoio emocional gratuito pelo telefone 0800-750-5554, das 7h às 23h. O CVV (Centro de Valorização da Vida) também oferece apoio 24 horas por dia, pelo telefone 188 ou pelo site cvv.org.br. O SUS (Sistema Único de Saúde) disponibiliza atendimento psicológico gratuito em 20 CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) no Mato Grosso do Sul, com sete unidades em Campo Grande.










