A inovação tecnológica na saúde não deve ser sinônimo de distanciamento, mas sim de maior proximidade entre profissionais e pacientes. Essa é a visão defendida por Michele Janovik, CEO do Base27, durante o Saúde em Fórum, que destacou a importância de uma abordagem mais humana e acessível no setor.
Janovik enfatizou que o maior valor da inovação reside na otimização do tempo. A inteligência artificial (IA) surge como uma ferramenta essencial, automatizando tarefas repetitivas, organizando dados clínicos e auxiliando no diagnóstico. “A inteligência artificial não veio para substituir o humano, mas para apoiar quem cuida,” ressalta Michele, enfatizando seu papel em liberar os médicos de atividades operacionais.
Ao desocupar os profissionais de saúde de tarefas burocráticas, a IA permite que eles se concentrem no aspecto humano do atendimento. Isso significa mais tempo para escutar, observar e acolher os pacientes, promovendo uma conexão mais profunda e um cuidado mais eficaz.
Exemplos práticos dessa transformação incluem algoritmos de suporte à decisão médica, plataformas de telemedicina, dispositivos vestíveis com sensores e sistemas de gestão otimizados. Segundo Michele, essas ferramentas oferecem dignidade aos pacientes, tornando o atendimento menos burocrático e, consequentemente, mais humano. “Mais do que eficiência, essas ferramentas oferecem dignidade. Porque um atendimento menos burocrático é um atendimento mais humano”, reforça.
O Base27, fundado em 2020, tem como missão impulsionar a transformação digital e fortalecer a economia do Espírito Santo. Com uma vasta rede de parceiros e startups, o hub tem se destacado no cenário nacional, promovendo conexões e impactando milhares de estudantes através de ações formativas e programas de aceleração. Como resume Michele, “A inteligência artificial nos devolve o tempo. E esse tempo pode e deve ser usado para escutar, cuidar e se conectar.”





