A riqueza de uma língua reside em sua capacidade de assumir diferentes significados, muitas vezes nos levando a situações inesperadas e hilárias. O engenheiro agrônomo, escritor e viajante Luiz Thadeu Nunes e Silva, autor do livro “Das muletas fiz asas”, compartilha algumas de suas experiências mais curiosas ao redor do mundo, onde a barreira do idioma proporcionou momentos inesquecíveis.
Em sua passagem pela Holanda, Luiz Thadeu se deparou com o Rabobank, um banco cujo nome, em português, pode gerar interpretações cômicas. “Imagine você chegar na agência bancária e o caixa perguntar: ‘quanto você quer colocar no Rabo?’, ou ainda, ‘você quer sacar todo o dinheiro do Rabo?’”, brinca o autor, ilustrando o choque cultural que um simples nome pode provocar.
A aventura continuou em Baku, no Azerbaijão, onde o bar CUBAR chamou a atenção do viajante. A sonoridade da palavra em português rendeu boas risadas com os funcionários locais, que prontamente se juntaram à brincadeira. Situações similares ocorreram em Nicósia, no Chipre, com o CUCAFÉ, demonstrando como um olhar estrangeiro pode ressignificar palavras do cotidiano.
Portugal, um país de língua portuguesa, também reserva suas surpresas. Expressões como “vou pegar uma bicha” (fila) e “cacete” (pão francês) ganham novos contornos no Brasil. Já a palavra “punheta”, comumente associada a um ato específico no Brasil, significa apenas um punhado em terras lusitanas. A lista de vinhos com nomes inusitados, como “Periquita” e “Caralhus”, completam o rol de peculiaridades linguísticas.
“A língua é algo vivo, que muda de significado de lugar para lugar”, observa Luiz Thadeu. O autor, que atualmente se encontra no Quirguistão, em seu 156º país visitado, ressalta que até mesmo no Brasil existem variações regionais que alteram o sentido das palavras, enriquecendo ainda mais a experiência de explorar o mundo e suas diversas culturas.
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Fonte: http://www.folhabv.com.br










