A União Europeia (UE) oficializou, nesta quinta-feira, uma significativa contribuição de €20 milhões (aproximadamente R$123 milhões) ao Fundo Amazônia. O anúncio, realizado durante a COP30 em Belém, marca o cumprimento de um compromisso assumido em 2023, durante a visita da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ao Brasil. A doação será implementada ao longo de quatro anos, reforçando a colaboração internacional na proteção da floresta amazônica.
A chefe da delegação da UE no Brasil, Marian Schuegraf, enfatizou a importância da parceria no combate às mudanças climáticas. “Esta parceria demonstra um compromisso inabalável com o combate às mudanças climáticas por meio das ações que beneficiam tanto a natureza quanto a humanidade”, declarou. Schuegraf também destacou a redução de 50% no desmatamento da Amazônia, alcançada sob a atual administração, como um marco importante, evitando a emissão de mais de 700 milhões de toneladas de CO2.
A UE tem intensificado seus esforços para eliminar os incentivos de mercado ao desmatamento, como evidenciado pela sua legislação anti-desmatamento. “A União Europeia está empenhada em eliminar os incentivos de mercado ao desmatamento. Nossa lei antidesmatamento reflete esse compromisso. Essa lei é fundamental para uma proteção mais ampla das florestas”, ressaltou Schuegraf. Contudo, essa legislação tem gerado debates com o governo brasileiro, que a considera protecionista.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança Climática, Marina Silva, celebrou a doação como um passo crucial para a proteção da biodiversidade. “[A doação] é fruto de uma parceria que entende que o enfrentamento da mudança do clima e o esforço para proteger a biodiversidade não são algo isolado de um país. É algo que a gente pode fazer de forma cooperativa”, afirmou. Silva destacou que o Fundo Amazônia permitirá expandir as ações para além da fiscalização, incluindo pesquisa, inovação tecnológica e o desenvolvimento da bioeconomia.
A solenidade contou com a presença de figuras importantes, como a diretora do BNDES, Tereza Campello, e o presidente do banco KfW, Stefan Wintels. A iniciativa reforça a importância da colaboração internacional e do investimento em soluções sustentáveis para a preservação da Amazônia e o enfrentamento das mudanças climáticas.










