A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (12), a Operação Nêmesis, um desdobramento da investigação sobre o desvio de recursos públicos destinados ao combate à Covid-19 no Tocantins, conhecida como Operação Fames-19. A ação mira a obstrução da justiça, com foco em indivíduos que supostamente tentaram ocultar provas relacionadas ao esquema que culminou no afastamento do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) em setembro.
Ao todo, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão nas cidades de Palmas e Santa Tereza do Tocantins, todos expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O objetivo central da operação é interromper a destruição e ocultação de evidências e ativos, além de identificar novos participantes no esquema criminoso, que já causou um grande impacto político no estado.
A Operação Nêmesis representa a segunda fase da Fames-19, que investiga o desvio de verbas da pandemia e de emendas parlamentares destinadas à compra de cestas básicas e frangos congelados. De acordo com a PF, os contratos sob suspeita somam mais de R$ 97 milhões, com um prejuízo estimado em R$ 73 milhões aos cofres públicos. “As medidas são voltadas a interromper ações de destruição e ocultação de provas e ativos”, informou a PF.
Durante as investigações da Fames-19, a PF identificou indícios de que servidores públicos e pessoas ligadas aos investigados utilizaram recursos e estruturas do estado para remover documentos e materiais relevantes para a apuração. Essa ação, considerada uma tentativa de dificultar o trabalho da polícia, motivou a deflagração da Operação Nêmesis.
Os procedimentos da investigação tramitam em sigilo na Corte Especial do STJ. A Polícia Federal continua a coletar informações para comprovar o envolvimento dos investigados e de outros agentes que possam ter contribuído para o embaraço das investigações. A corporação disponibilizou canais de contato para denúncias e informações relacionadas ao caso.
Fonte: http://soudepalmas.com.br










