Supercalculadora ajuda a simular impacto das novas regras sobre a renda dos trabalhadores

Trabalhadores com renda até R$ 5.000 ficarão isentos do Imposto de Renda em 2026; calculadora ajuda a simular impactos.
Novas regras do Imposto de Renda para assalariados e autônomos em 2026
Trabalhadores que recebem até R$ 5.000 ficarão isentos do Imposto de Renda a partir de 2026, conforme a nova legislação aprovada pelo Congresso Nacional e que aguarda sanção presidencial. Essa medida, uma das principais bandeiras do governo Lula, também prevê uma redução na alíquota para salários acima de R$ 5.000 e até R$ 7.350.
Para demonstrar o impacto dessa mudança na renda dos contribuintes, a Folha, em parceria com a Contabilizei, desenvolveu uma supercalculadora. A ferramenta permite que os usuários simulem quanto deixarão de pagar em impostos e como ficará o salário líquido em 2026 em comparação com o atual, considerando os descontos do INSS e do IR para aqueles que não são isentos.
Como funciona a supercalculadora
A supercalculadora exige que o usuário informe alguns dados, como o valor da renda bruta, o número de dependentes e o tipo de rendimento: se é proveniente de trabalho com carteira assinada (CLT), autônomo, contribuinte individual ou pró-labore de PJ (Pessoa Jurídica). Após inserir essas informações, o sistema calcula o modelo de desconto mais vantajoso, seja ele simplificado ou completo.
No modelo simplificado, há um desconto fixo de R$ 607,20 do salário bruto para a apuração do Imposto de Renda. No modelo completo, considera-se o INSS e os dependentes como deduções da base de cálculo. O resultado final apresentará o salário líquido do trabalhador, levando em conta o desconto do IR (quando aplicável) e o da contribuição ao INSS.
Impactos para os contribuintes
Os contribuintes poderão consultar detalhes completos sobre os cálculos, incluindo o valor do IR, a contribuição ao INSS e a alíquota total a ser paga. A simulação não apenas compara o salário atual e o que será recebido em 2026, mas também considera que a tabela de contribuição ao INSS será atualizada no próximo ano, com base na inflação de 2025.
Quem pagou mais Imposto de Renda poderá solicitar a restituição durante o ajuste anual, que será feito em 2027, enquanto aqueles que pagaram menos terão que quitar a diferença. Essa declaração será feita entre março e maio de 2026, considerando os dados financeiros de 2025.
Detalhes sobre a alíquota de INSS e isenções
Conforme informações da Contabilizei, as alíquotas de INSS variam entre as categorias, sendo a tabela progressiva de desconto aplicada aos assalariados, variando de 7,5% a 14% sobre o salário. Para autônomos, a contribuição é de 11% sobre a remuneração, enquanto o contribuinte individual paga 20% sobre a renda. Já para o pró-labore de quem tem CNPJ, a alíquota é de 11% sobre o valor definido. Os cálculos do INSS são limitados ao teto de R$ 8.157,41.
A calculadora também projeta o ganho anual, somando o que o trabalhador deixará de pagar em Imposto de Renda ao longo de 12 meses. É importante notar que o 13º salário não é considerado nessa conta, pois possui tributação exclusiva na fonte, mas também será beneficiado pela isenção do governo.
Benefícios esperados da nova lei
Com as novas regras, o governo estima que 25 milhões de contribuintes serão beneficiados com isenções ou descontos menores, resultando em uma renúncia fiscal de R$ 31,5 bilhões por ano. Além disso, uma nova proposta introduz um imposto efetivo mínimo de 10% sobre a alta renda, visando aumentar a arrecadação de quem atualmente paga uma alíquota efetiva inferior a 10%. Essa medida deve impactar 141 mil contribuintes com rendimentos acima de R$ 50 mil mensais.
Para usar a calculadora, os trabalhadores devem acessar o sistema e inserir as informações necessárias. Após clicar em “Calcular”, eles poderão visualizar o total de rendimentos, os valores dos descontos e o salário líquido tanto no holerite atual quanto em 2026. O sistema também oferece uma versão detalhada que mostra o cálculo dos descontos do Imposto de Renda e da contribuição ao INSS.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Gabriel Cabral/Folhapress





