O julgamento do recurso do Flamengo contra a punição de Bruno Henrique no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) foi interrompido nesta segunda-feira após um pedido de vista. O atacante havia sido condenado a 12 jogos de suspensão e multa de R$ 60 mil, sob acusação de forçar um cartão amarelo em partida contra o Santos, em novembro de 2023, para beneficiar apostadores. A decisão agora aguarda nova data para ser retomada pelo tribunal.
O caso ganhou destaque após investigação da Polícia Federal (PF) apontar o suposto envolvimento do jogador em um esquema de apostas, com participação de familiares. A sessão no STJD, que contou com a presença de Bruno Henrique e seus advogados, teve início com a análise de preliminares e, posteriormente, adentrou no mérito da acusação.
Inicialmente, a defesa do atleta tentou argumentar pela prescrição do caso, alegando que a Procuradoria não teria agido dentro do prazo legal. No entanto, a tese foi rejeitada por unanimidade pelos membros do Pleno do STJD. A Procuradoria, por sua vez, apresentou conversas via aplicativo de mensagens como evidência, nas quais Bruno Henrique discute a possibilidade de receber um cartão amarelo para favorecer um familiar em apostas.
O relator do caso, Sergio Furtado, chegou a apresentar um voto favorável a Bruno Henrique, sugerindo a absolvição do jogador da acusação de manipulação de resultados. Furtado propôs apenas uma multa de até R$ 100 mil, com base em outro artigo do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). “O acervo não demonstra que Bruno Henrique tenha atuado de maneira deliberada a alterar o resultado da partida”, afirmou o relator.
Contudo, o auditor Marco Aurélio Choy solicitou vista do processo, interrompendo o julgamento. A suspensão deixa em aberto o futuro de Bruno Henrique, que vinha atuando sob efeito suspensivo e, inclusive, marcou um gol na vitória do Flamengo sobre o Santos no último domingo. O caso ainda poderá ter novos desdobramentos, inclusive com a possibilidade de apelação à Corte Arbitral do Esporte (CAS), na Suíça.
Fonte: http://www.oliberal.com










