Governador diz que governo federal insiste em vitimismo enquanto países negociam tarifas com os EUA
O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), fez duras críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao comentar os impactos do tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Em entrevista concedida nesta semana, Ratinho afirmou que o governo federal está mais preocupado com discursos ideológicos, citando o vitimismo de Lula, do que em buscar uma solução prática para a crise comercial.

“Tá na hora de sair a política e entrar a diplomacia”, disparou o governador, defendendo uma ação imediata do Itamaraty para tentar reduzir os prejuízos ao setor produtivo nacional.
Crítica ao vitimismo e cobrança por ação
Ratinho destacou que as sobretaxas impostas pelo governo do presidente Donald Trump não são exclusivas contra o Brasil. “O tarifaço é uma coisa que o presidente americano não fez só contra o Brasil. Ele está fazendo isso no mundo inteiro. Já vimos a China negociando, o Japão fechando acordo, a União Europeia, o México e o Canadá avançando nos entendimentos”, afirmou.
Para ele, o governo brasileiro deveria seguir o exemplo de outras nações e adotar uma abordagem pragmática:
“O que o governo brasileiro tem que fazer é pegar um chanceler, sentar com a cúpula do governo norte-americano e buscar um meio-termo que fique bom para os Estados Unidos e bom para o Brasil. O que não dá é ficar nesse vitimismo, achando que é imperialismo contra nós.”
Efeitos ainda incertos, mas apreensão no setor produtivo
O governador ressaltou que a indústria nacional ainda não tem dimensão completa dos impactos das tarifas, que passam a valer a partir de 1º de agosto. “Os próprios setores ainda não têm noção se a crise será profunda ou não. Alguns segmentos, como madeira de reflorestamento e laranja, especialmente na região Noroeste do Paraná, devem ser afetados, mas precisamos medir dia a dia”, disse.
Para mitigar possíveis perdas, o governo do Paraná anunciou um pacote de medidas, incluindo empréstimos facilitados e postergamento do ICMS, como forma de apoio aos produtores e exportadores locais.
Diplomacia como saída
Ratinho defendeu que o Itamaraty, tradicionalmente reconhecido pela sua competência negociadora, assuma protagonismo. “A diplomacia brasileira sempre foi respeitada no mundo inteiro. Agora está na hora de deixar a política de lado e priorizar acordos que garantam o futuro da nossa economia”, reforçou.
Ele destacou que o problema é de natureza comercial, não ideológica, e exige uma solução técnica: “O governo americano tem poder de impor sua vontade, e cabe ao Brasil agir rápido para defender os nossos interesses”.
Falta de agilidade do governo federal
Segundo o governador, enquanto outros países já avançam em negociações, o Brasil parece preso a debates internos. “Cabe ao governo brasileiro ser ágil no sentido de sentar com o governo americano o quanto antes e resolver da melhor forma possível”, afirmou Ratinho, acrescentando que as tratativas internacionais “não podem ser guiadas por disputas políticas domésticas”.
O governador encerrou a entrevista reiterando o apelo por uma solução diplomática: “A gente torce que a diplomacia vença e resolva isso quanto antes”.
O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), fez duras críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao comentar os impactos do tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Em entrevista concedida nesta semana, Ratinho afirmou que o governo federal está mais preocupado com discursos ideológicos do que em buscar uma solução prática para a crise comercial.
“Tá na hora de sair a política e entrar a diplomacia”, disparou o governador, defendendo uma ação imediata do Itamaraty para tentar reduzir os prejuízos ao setor produtivo nacional.
Crítica ao vitimismo e cobrança por ação
Ratinho destacou que as sobretaxas impostas pelo governo do presidente Donald Trump não são exclusivas contra o Brasil. “O tarifaço é uma coisa que o presidente americano não fez só contra o Brasil. Ele está fazendo isso no mundo inteiro. Já vimos a China negociando, o Japão fechando acordo, a União Europeia, o México e o Canadá avançando nos entendimentos”, afirmou.
Para ele, o governo brasileiro deveria seguir o exemplo de outras nações e adotar uma abordagem pragmática:
“O que o governo brasileiro tem que fazer é pegar um chanceler, sentar com a cúpula do governo norte-americano e buscar um meio-termo que fique bom para os Estados Unidos e bom para o Brasil. O que não dá é ficar nesse vitimismo, achando que é imperialismo contra nós.”
Efeitos ainda incertos, mas apreensão no setor produtivo
O governador ressaltou que a indústria nacional ainda não tem dimensão completa dos impactos das tarifas, que passam a valer a partir de 1º de agosto. “Os próprios setores ainda não têm noção se a crise será profunda ou não. Alguns segmentos, como madeira de reflorestamento e laranja, especialmente na região Noroeste do Paraná, devem ser afetados, mas precisamos medir dia a dia”, disse.
Para mitigar possíveis perdas, o governo do Paraná anunciou um pacote de medidas, incluindo empréstimos facilitados e postergamento do ICMS, como forma de apoio aos produtores e exportadores locais.
Diplomacia como saída
Ratinho defendeu que o Itamaraty, tradicionalmente reconhecido pela sua competência negociadora, assuma protagonismo. “A diplomacia brasileira sempre foi respeitada no mundo inteiro. Agora está na hora de deixar a política de lado e priorizar acordos que garantam o futuro da nossa economia”, reforçou.
Ele destacou que o problema é de natureza comercial, não ideológica, e exige uma solução técnica: “O governo americano tem poder de impor sua vontade, e cabe ao Brasil agir rápido para defender os nossos interesses”.
Falta de agilidade do governo federal
Segundo o governador, enquanto outros países já avançam em negociações, o Brasil parece preso a debates internos. “Cabe ao governo brasileiro ser ágil no sentido de sentar com o governo americano o quanto antes e resolver da melhor forma possível”, afirmou Ratinho, acrescentando que as tratativas internacionais “não podem ser guiadas por disputas políticas domésticas”.
O governador encerrou a entrevista reiterando o apelo por uma solução diplomática: “A gente torce que a diplomacia vença e resolva isso quanto antes”.
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