Em um contexto de crescente pressão internacional devido à crise humanitária em Gaza, Israel anunciou no domingo a implementação de pausas nas operações militares. A medida, que prevê interrupções de 10 horas diárias em áreas específicas da Faixa, busca facilitar a entrega de ajuda humanitária à população palestina.
A decisão surge em meio a relatos alarmantes de fome e desnutrição em Gaza, com Jordânia e Emirados Árabes Unidos já realizando lançamentos aéreos de suprimentos. No entanto, essas ações são vistas como paliativas, com autoridades enfatizando a necessidade de acesso terrestre contínuo para atender às necessidades da população.
As pausas humanitárias abrangerão as regiões de Al-Mawasi, Deir al-Balah e a Cidade de Gaza, com a suspensão da atividade militar ocorrendo das 10h às 20h, horário local. O exército israelense também informou a criação de rotas seguras para comboios de ajuda, operacionais das 6h às 23h.
Contudo, relatos de incidentes durante a distribuição de ajuda lançam dúvidas sobre a eficácia das medidas. Autoridades de saúde palestinas afirmam que a queda de caixas de ajuda causou ferimentos em pelo menos 10 pessoas na Cidade de Gaza. Além disso, hospitais relataram mortes e feridos em meio à espera por caminhões de ajuda, com acusações de disparos israelenses.
O chefe de ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher, manifestou esperança de que as pausas permitam intensificar os esforços para alimentar a população faminta, afirmando que suas equipes farão “tudo o que puderem para alcançar o maior número possível de pessoas” durante a janela de tempo disponível. Enquanto isso, o Hamas criticou as medidas, argumentando que Israel mantém sua ofensiva militar, e um ministro israelense de extrema-direita as classificou como uma rendição.
Fonte: http://www.cnnbrasil.com.br










