Um tornado de extrema violência atingiu Rio Bonito do Iguaçu, no sudoeste do Paraná, na sexta-feira (7), deixando um rastro de destruição e um cenário desolador. Imagens capturadas por drones neste sábado (8) revelam a magnitude dos danos, com casas arrasadas, telhados arrancados e veículos revirados pela força dos ventos. A cidade, com cerca de 14 mil habitantes, enfrenta agora uma crise humanitária sem precedentes.
A MetSul Meteorologia divulgou as imagens aéreas que mostram a área urbana severamente impactada. O balanço da tragédia é alarmante: seis mortos confirmados, 432 feridos, 28 desabrigados, mil desalojados e cerca de 10 mil pessoas afetadas de alguma forma. A dimensão da destruição exige uma resposta imediata e coordenada para atender às necessidades urgentes da população.
Diante da gravidade da situação, o governador Ratinho Junior (PSD) decretou estado de calamidade pública e se deslocou até o município neste sábado. “Seguimos em Rio Bonito do Iguaçu acompanhando os impactos do tornado. Nossas equipes prestam assistência às famílias e garantem apoio a quem perdeu tudo”, escreveu o governador em suas redes sociais. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil estão no local prestando socorro às vítimas e distribuindo itens essenciais como telhas, colchões, cestas básicas e kits de higiene.
Além do auxílio emergencial, o governo estadual mobilizou uma força-tarefa para restabelecer os serviços básicos. Segundo Ratinho Junior, a Sanepar e a Copel estão trabalhando para normalizar o fornecimento de água e energia elétrica, enquanto o DER/PR atua na desobstrução das estradas bloqueadas. A prioridade é garantir que a população tenha acesso a condições mínimas de dignidade e segurança.
De acordo com a Defesa Civil, mais de 50% da área urbana foi atingida, com colapsos estruturais em prédios públicos, comércios e residências. O órgão explica que o tornado está relacionado à formação de “supercélulas”, tempestades severas capazes de gerar fenômenos climáticos de grande poder destrutivo. A reconstrução da cidade e o apoio contínuo às vítimas serão cruciais para superar essa tragédia.
Fonte: http://agorarn.com.br










