Primeira-dama deixa o local sob vaias e críticas de oportunismo durante homenagem à cantora
A presença da primeira-dama Janja da Silva, esposa do presidente Lula (PT), no velório de Preta Gil no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (25), foi marcada por vaias, gritos e bate-boca entre os presentes. Vestida de branco, Janja chegou ao local para prestar sua homenagem à cantora, mas sua saída foi acompanhada por um tumulto que dividiu o público e obrigou a intervenção da guarda municipal.

Ao se aproximar da saída lateral do teatro, um grupo chegou a aplaudir a primeira-dama, enquanto outro vaiava e gritava palavras de desaprovação, criando um clima de tensão. “Olha o respeito! Estamos em velório e não em palanque político!”, gritou um fã de Preta Gil, ao ver o início da confusão. Outros foram mais duros: “Gosta de aparecer!”, acusou um presente, arrancando novas vaias e alimentando o bate-boca entre apoiadores e críticos.
Diante da hostilidade, Janja recuou e entrou cabisbaixa no carro oficial, visivelmente constrangida, enquanto guardas municipais se posicionavam para conter os ânimos e evitar que a situação saísse do controle.
Críticas nas redes sociais
A repercussão foi imediata nas redes sociais, onde a presença da primeira-dama se tornou alvo de críticas. “Quer palco, né? Tem que biscoitar kkkk”, comentou uma internauta. “Foi fazer fotinha, amam um velório”, ironizou outro usuário. “Será que vai rir como no enterro do papa?”, alfinetou um perfil no Instagram, lembrando um episódio anterior em que Janja foi criticada por sorrir durante outra cerimônia fúnebre.
Houve quem defendesse a esposa de Lula, alegando que as reações foram exageradas. “Sério que tem gente problematizando um sorriso em um velório? Meu Deus”, respondeu um seguidor. Ainda assim, a maioria dos comentários destacava um suposto oportunismo político e questionava a postura da primeira-dama diante de um momento considerado íntimo e delicado.
Clima tenso e despedida contida
O velório de Preta Gil, aberto ao público entre 9h e 13h, foi planejado para ser uma cerimônia mais contida e respeitosa, sem apresentações musicais ou trio elétrico, a pedido da família. O caixão prateado e brilhante da cantora ficou exposto no salão principal do Theatro Municipal, cercado por amigos próximos e familiares, que pediam discrição.
No entanto, o episódio envolvendo Janja acabou roubando parte da atenção da cerimônia, ofuscando o clima de despedida. “Viemos nos despedir da Preta, não para presenciar tumulto”, lamentou uma fã que aguardava na fila para entrar.
Intervenção necessária
A confusão só foi controlada com a chegada de guardas municipais, que precisaram se posicionar na área externa do teatro e ameaçaram retirar do local alguns dos mais exaltados. Segundo relatos, houve troca de xingamentos e discussões acaloradas entre apoiadores e críticos da primeira-dama.
“A vaia começou pequena, mas foi aumentando até que ela decidiu sair rápido. Deu para ver que ficou desconfortável”, contou um frequentador que acompanhava o momento próximo ao gradil.
O adeus a Preta Gil
Apesar do incidente, familiares, amigos e fãs conseguiram prestar as últimas homenagens à cantora, que faleceu no último domingo (20), aos 50 anos, em Nova York, após uma longa luta contra um câncer no intestino. A cerimônia emocionou admiradores e contou com a presença de diversas personalidades, como a atriz Fernanda Paes Leme, que se disse “arrasada” pela perda da amiga.
O filho da artista, Francisco Gil, chegou acompanhado da namorada, a ex-BBB Alane Dias, e se manteve ao lado da família durante toda a manhã. “Ela descansou, mas é muito difícil chegar aqui e me despedir”, declarou emocionada Fernanda Paes Leme.
Mesmo com o pedido de respeito e discrição por parte da família, a passagem de Janja pelo local acabou ganhando destaque e dividindo opiniões, deixando evidente que até mesmo um momento de luto pode ser palco para novas polêmicas envolvendo a primeira-dama.
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