Reflexões sobre a abordagem da China em relação ao financiamento climático na COP

Pequim busca financiamento climático através de investimentos e não doações, refletindo sua posição como país em desenvolvimento.
Em 6 de novembro de 2025, durante a COP em Belém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, com a ambição de arrecadar US$ 125 bilhões. No entanto, a China, líder global em emissões de carbono, tem mostrado resistência em aceitar compromissos de doação, preferindo focar em investimento.
A postura da China nas negociações climáticas
Historicamente, Pequim defende o princípio da responsabilidade comum, mas diferenciada, argumentando que não deve ser obrigada a contribuir para fundos da ONU por ser um país em desenvolvimento. Na COP passada, a China se opôs às pressões da União Europeia para se juntar ao Novo Objetivo Coletivo Quantificado, que visa levantar US$ 300 bilhões até 2035 para países em desenvolvimento.
Estratégias de financiamento e cooperação
Apesar de sua relutância em doações, a estratégia da China envolve um robusto sistema de crédito verde, onde o Banco Popular da China financia projetos de baixo carbono. A preferência por empréstimos em vez de doações é evidente, com 96% do financiamento bilateral chinês seguindo este modelo.
O futuro do financiamento climático
Embora a China esteja avaliando o cenário, há uma possibilidade moderada de que ela se envolva de alguma forma com o Fundo Florestas Tropicais. A iniciativa brasileira, que busca transformar a floresta em um ativo financeiro, pode atrair a atenção de Pequim, que, por ora, prioriza sua influência e posicionamento estratégico sobre simples transferências financeiras.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br










