Rodrigo Ochigame discute a influência das grandes empresas de tecnologia

Rodrigo Ochigame, professor da Universidade de Leiden, critica a dependência criada pelas big techs e propõe alternativas locais.
Em 9 de novembro de 2025, Rodrigo Ochigame, professor de antropologia da Universidade de Leiden, destacou como as grandes empresas de tecnologia, como Google e Meta, criam uma dependência perigosa para consumidores e governos. Ele argumenta que essa dependência é exacerbada por práticas anticompetitivas, que beneficiam essas corporações em detrimento de alternativas locais.
O impacto das práticas anticompetitivas
Ochigame, autor do livro “Informática do oprimido”, expõe como serviços das big techs são subsidiados, tornando-se acessíveis através de estratégias como a inclusão do WhatsApp em planos de internet. Essa abordagem prejudica a concorrência e impede que soluções locais prosperem. Ele sugere que o Brasil deve proibir a franquia zero das big techs e, em vez disso, subsidiar alternativas não extrativistas, como o aplicativo Signal.
Propostas para a independência tecnológica
O professor defende a criação de iniciativas públicas que ofereçam serviços tecnológicos gratuitos e de qualidade, como email e computação em nuvem, utilizando supercomputadores disponíveis em laboratórios de pesquisa. Ochigame acredita que essas soluções podem quebrar a dependência das big techs e restaurar a soberania digital do Brasil.
A necessidade de um novo paradigma
Para superar a opressão tecnológica, é necessário um novo paradigma, onde a tecnologia de ponta seja acessível a todos, não apenas às grandes corporações. Ochigame menciona que o governo brasileiro deve retomar políticas de apoio ao software livre, semelhantes às adotadas no início do governo Lula, para que o país possa novamente liderar no campo tecnológico. Ele enfatiza que a dependência atual é uma escolha política e que alternativas existem, mas necessitam de investimento e vontade coletiva.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br










