Acusações de crimes contra a humanidade em Gaza

Turquia emitiu mandado de prisão contra Netanyahu e outros por genocídio e crimes contra a humanidade em Gaza.
Em 7 de novembro de 2025, a Turquia emitiu um mandado de prisão contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e outros 36 funcionários do governo, acusando-os de genocídio e crimes contra a humanidade relacionados aos eventos em Gaza. O Ministério Público do país indicou que os atos dolosos foram sistemáticos, resultando na morte de milhares de palestinos.
Acusações e reações
A promotoria de Istambul afirmou que a lista de acusados inclui figuras de destaque, como o ministro da Defesa, Israel Katz, e o chefe do Exército, Eyal Zamir. Com isso, o presidente da Ordem dos Advogados de Istambul, Yasin Samli, afirmou que a luta por justiça será persistente, não só na Turquia, mas em todo o mundo. Em contrapartida, Israel classificou a medida como uma manobra política, com o ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, criticando abertamente o governo Erdogan por sua postura.
Contexto da guerra
A acusação de genocídio se baseia em eventos ocorridos na Faixa de Gaza, onde uma guerra que durou dois anos resultou na morte de aproximadamente 67 mil palestinos. A Turquia, juntamente com a África do Sul, já havia solicitado ao Tribunal Penal Internacional a investigação de Israel por genocídio no ano anterior. O governo turco, liderado por Erdogan, sempre foi crítico da administração Netanyahu, com comparações a figuras históricas infames, como Hitler, feitas pelo presidente turco em suas declarações anteriores.
Desdobramentos
Desde o início do acordo de paz em 10 de outubro, o clima tem sido tenso, com múltiplas violações do cessar-fogo por ambas as partes. Israel alega que o Hamas não tem cumprido as exigências de paz, enquanto o grupo nega as acusações. A situação continua a se desdobrar, com repercussões significativas em nível internacional.
Notícia feita com informações do portal: noticias.uol.com.br










