Telecomunicadora busca manter operações em meio a dívidas de R$ 44 bilhões

A Oi declarou sua incapacidade de pagar dívidas e pediu avaliação de insolvência à Justiça do Rio de Janeiro.
Na sexta-feira (7), a Oi anunciou que está em situação de possível insolvência, conforme comunicado enviado à 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. A empresa, que já foi uma das maiores do setor no Brasil, passa por sua segunda recuperação judicial e enfrenta dívidas estimadas em R$ 44 bilhões. O administrador judicial Bruno Rezende destacou a incapacidade de pagamento de dívidas e o descumprimento do plano de recuperação judicial.
Situação atual e impactos
O pedido de avaliação de insolvência ocorre após a decisão da juíza Simone Gastesi Chevrand, que, no final de setembro, antecipou parcialmente os efeitos da falência da companhia, afastando toda a diretoria. O novo comunicado revela que a Oi não tem condições de suportar o passivo extraconcursal nem de gerar caixa suficiente para continuar operando. O grupo solicitou à Justiça que, caso a liquidação judicial seja decidida, as operações sejam mantidas provisoriamente até a transferência completa dos serviços.
Histórico de dificuldades
Desde sua primeira recuperação judicial em 2016, a Oi tem vendido ativos e reestruturado suas operações. A unidade de fibra óptica foi transformada na V.tal, e a marca Oi Fibra agora é Nio. Apesar da reestruturação, a empresa não conseguiu recuperar sua saúde financeira. Recentemente, a Oi deixou de operar como concessionária de telefonia fixa e atua apenas em regiões onde é a única prestadora privada, sob um acordo válido até 2028. As dificuldades financeiras e as operações irregulares levantam preocupações sobre o futuro da empresa no mercado.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br










