Pesquisa destaca a importância de micróglia e astrócitos na progressão da doença

Um estudo publicado na revista Nature Neuroscience destaca a ligação entre inflamação cerebral e a progressão do Alzheimer, com foco em micróglia e astrócitos.
Um estudo publicado na revista Nature Neuroscience, a mais importante de neurociência do mundo, revela que a inflamação cerebral, mediada por micróglia e astrócitos, é crucial para a progressão da doença de Alzheimer. A pesquisa envolveu mais de 300 participantes do Canadá e dos EUA, abrangendo desde pessoas saudáveis até pacientes com Alzheimer em diferentes estágios.
A importância da inflamação no Alzheimer
Os pesquisadores destacam que a interação entre micróglia e astrócitos é central na evolução da doença. Segundo o neurocientista Eduardo Zimmer, professor da UFRGS e um dos líderes da pesquisa, “o Alzheimer progride somente quando o cérebro está inflamado”. Essa descoberta sugere que futuros tratamentos podem focar na regulação da comunicação entre essas células, além de apenas remover as proteínas beta-amiloide e tau.
Implicações para novos tratamentos
Historicamente, o tratamento do Alzheimer se concentrou no acúmulo das proteínas beta-amiloide e tau, que, embora reduzam a progressão da doença em cerca de 30%, ainda não são suficientes para controlar totalmente a evolução da demência. A nova abordagem, que aponta para a neuroinflamação como um fator determinante, pode abrir caminhos para terapias que visem a interação celular, potencializando a eficácia dos tratamentos disponíveis.
Próximos passos da pesquisa
Os pesquisadores planejam investigar se os mesmos fenómenos observados se aplicam a populações brasileiras, com o intuito de validar essas descobertas. A metodologia empregada incluiu biomarcadores avançados para medir a ativação das células gliais, o que poderá fornecer insights ainda mais detalhados sobre o comportamento celular e suas implicações na doença.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br










