EUA não participarão do encontro em razão de atritos com o governo sul-africano

Trump declarou que nenhum representante dos EUA estará presente na cúpula do G20 marcada para novembro na África do Sul.
Trump não enviará representantes ao G20
Em 7 de novembro de 2025, Donald Trump anunciou que nenhum representante dos EUA participará da cúpula do G20, que ocorrerá nos dias 22 e 23 de novembro na África do Sul. A decisão surge em decorrência de atritos acumulados entre o governo americano e o sul-africano, especialmente sobre a nova lei de desapropriação de terras e a posição do país africano em relação às ações de Israel na Faixa de Gaza.
Atritos entre EUA e África do Sul
Trump já havia sinalizado sua intenção de não comparecer ao encontro, criticando o governo de Pretória por aprovar uma legislação que visa desapropriar terras para combater desigualdades raciais. O republicano rotulou a medida como racista, alegando que seria direcionada a proprietários brancos. Além disso, a tensão se intensificou após matérias que Trump publicou durante uma visita do presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, à Casa Branca, onde fez acusações infundadas sobre um suposto “genocídio branco” no país.
Consequências da ausência dos EUA
A ausência dos Estados Unidos em um dos principais fóruns de discussão econômica e política global representa um marco nas relações internacionais, uma vez que o G20 reúne as maiores economias do mundo para discutir questões cruciais, como comércio e crescimento econômico. O evento conta com a participação de 19 países e dois blocos econômicos, a União Europeia e a União Africana.
Reações e perspectivas futuras
O governo sul-africano, por sua vez, nega as acusações de racismo, afirmando que a legislação é mal interpretada e que a desapropriação só ocorrerá em casos específicos, como abandono de terras. As tensões entre os dois países também são acentuadas pela denúncia do governo sul-africano na Corte Internacional de Justiça, alegando genocídio por parte de Israel na Faixa de Gaza, em contraste com a posição dos EUA, que sempre apoiaram Tel Aviv.
A situação atual revela um panorama de descontentamento mútuo e um afastamento nas relações diplomáticas, que podem ter implicações significativas nas discussões em fóruns internacionais e na política global.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br










