Cúpula em Belém busca quadruplicar produção de combustíveis sustentáveis


União Europeia não assina acordo importante

Cúpula em Belém busca quadruplicar produção de combustíveis sustentáveis
Cúpula de líderes em Belém. Foto: Governo Federal

Na cúpula de líderes em Belém, 19 países confirmaram compromisso para quadruplicar produção de combustíveis sustentáveis até 2035, mas a UE ficou de fora.

Em Belém, 7 de outubro de 2023, 19 países confirmaram seu comprometimento no Consenso de Belém, que visa quadruplicar a produção de combustíveis sustentáveis até 2035, incluindo biocombustíveis. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou o acordo durante a cúpula que antecede a COP30.

Participação e expectativas

Entre os países que assinaram estão Japão, Itália, Armênia e Holanda. A presença da União Europeia, que ficou de fora, é considerada estratégica por negociadores brasileiros, pois o bloco possui algumas das regulamentações ambientais mais avançadas do mundo. A indústria de biocombustíveis do Brasil, liderada pelo agronegócio, espera que uma futura adesão da UE possa aumentar as exportações de etanol e biodiesel.

Reticências da União Europeia

O bloco europeu possui preocupações em relação ao uso de culturas comestíveis para a produção de energia, temendo que isso cause desmatamento e prejudique a segurança alimentar global. Durante a cúpula, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, não mencionou combustíveis sustentáveis, focando em progressos sobre a meta de eletricidade renovável na COP28.

Futuro do acordo

Negociadores do Itamaraty acreditam que o número de adesões, embora baixo, é natural nesta fase inicial. Um relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) indica que a produção de combustíveis sustentáveis pode quadruplicar até 2035, mas isso depende da remoção de barreiras de mercado e do estabelecimento de metas adaptadas.

Conclusão

O número de países que aderiram ao Consenso de Belém é visto como um passo inicial que pode ganhar força ao longo do tempo. A diversidade dos países signatários é considerada um ponto positivo, e a expectativa é que mais países se juntem ao acordo à medida que os benefícios se tornem mais evidentes.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br


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