Relembrando o impacto do Proálcool na indústria automotiva brasileira

O decreto que instituiu o Proálcool completa 50 anos, refletindo sua importância na indústria automotiva brasileira.
Em 14 de novembro de 2025, o decreto que instituiu o Proálcool, responsável pela introdução do carro a etanol no Brasil, completará 50 anos. Essa iniciativa foi uma resposta à crise do petróleo de 1973, com o primeiro protótipo apresentado pela Fiat no Salão do Automóvel de 1976. A versão a etanol, no entanto, só chegou às ruas em julho de 1979.
O apogeu e os desafios do Proálcool
Na década de 1980, o carro a álcool chegou ao seu auge, com 94,4% dos automóveis produzidos no Brasil funcionando com esse combustível em 1988. Porém, a crise de 1989, marcada por aumentos significativos nos preços do etanol, prejudicou a disponibilidade do combustível, tornando a compra uma tarefa difícil.
A queda e a recuperação
A Fiat, que dedicava a maior parte de sua produção a veículos a álcool, viu essa fatia despencar de 95% no final da década de 1980 para apenas 5% em 1995, quando a gasolina voltou a ser a escolha predominante. A recuperação começou em 2003, com a chegada dos primeiros carros flex, uma tecnologia que hoje é amplamente utilizada e que combina etanol e gasolina.
O futuro do etanol na COP30
Com a COP30 destacando soluções sustentáveis, a tecnologia flex foi apresentada como uma alternativa viável para países do Sul Global. A Toyota, por exemplo, mostrará em Belém uma picape Hilux que utiliza etanol, gasolina e eletricidade, atraindo o interesse de nações como Índia e Tailândia em opções de combustíveis renováveis.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br










