Iniciativa visa integrar sistemas de emissões para redução de gases de efeito estufa

China e UE aderem à coalizão do Brasil para criar um mercado global de carbono, buscando integrar sistemas de emissões.
Em Belém, nesta sexta-feira (7), a China e a União Europeia anunciaram sua adesão à coalizão liderada pelo Brasil com o objetivo de criar um mercado global de carbono. A confirmação da UE foi feita pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante a Cúpula dos Líderes, que antecede a COP30. Von der Leyen afirmou que “a precificação de carbono tornou-se uma ferramenta central para reduzir as emissões de gases de efeito estufa” e enfatizou a importância do trabalho conjunto com o Brasil e outros parceiros. A participação da China foi confirmada pelo presidente Lula.
Objetivos da coalizão
A coalizão visa integrar os mercados de carbono existentes, padronizando os preços sobre as emissões de gases de efeito estufa. Atualmente, 17 economias do G20 utilizam algum tipo de precificação de carbono, com a União Europeia, China e Austrália operando sistemas de comercialização de emissões. O Brasil, por sua vez, já aprovou seu sistema, que está em fase de regulamentação.
Impacto da adesão da UE e China
A presença da União Europeia e da China na coalizão é crucial, uma vez que a China é a maior emissora de carbono do planeta, e a União Europeia é a quarta maior, considerando a soma das emissões de seus países membros. A participação desses blocos fortalece a iniciativa e é essencial para o sucesso da redução das emissões globais. Além disso, a UE planeja implementar uma taxação sobre mercadorias com base na pegada de carbono a partir de 2026, o que poderá impactar países que não aderirem à coalizão.
Desafios e próximos passos
A proposta brasileira também prevê a imposição de uma taxa de carbono para países fora da coalizão. Essa abordagem visa incentivar a adesão ao mercado global de carbono e proteger os interesses dos países exportadores. De acordo com um relatório de pesquisadores de Harvard e MIT, os países da coalizão teriam que cobrar entre US$ 25 e US$ 75 por tonelada de carbono, variando conforme o nível de desenvolvimento econômico. O secretário-executivo adjunto do Ministério da Fazenda, Rafael Dubeux, destacou que a coalizão permitirá descarbonizar as economias de forma mais eficiente, promovendo investimentos em inovação e adaptação às mudanças climáticas.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br










