Pequim afirma que ilha faz parte de seu território, enquanto Taiwan reage com firmeza

Pequim condiciona participação de Taiwan na Apec ao princípio de unificação, enquanto Taipé se manifesta em defesa de sua participação.
Pequim condicionou a participação de Taiwan na cúpula da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico) ao entendimento de que a ilha é parte do território da China. A reunião ocorrerá em Shenzhen, na China, em 2026. A porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou que a posição do país é “clara e firme”.
Condições impostas por Pequim
Mao declarou que a participação de Taiwan deve ocorrer sob o princípio de Uma Só China e que o país deve obedecer aos termos estabelecidos no Memorando de Entendimento da Apec. Este preceito é essencial para a inclusão de Taipé Chinês na cúpula. O reconhecimento de que Taiwan é parte inalienável do território chinês é uma exigência do regime de Pequim.
Reação de Taiwan
Como resposta, o ministro de Relações Exteriores de Taiwan, Lin Chia-lung, enfatizou que a ilha não aceitará as condições impostas por Pequim. Ele afirmou que o governo taiwanês tomará medidas para garantir sua participação na Apec e colaborará com nações que compartilham ideais semelhantes. A presença de Taiwan na Apec é crucial, uma vez que o país tem sido excluído de outras plataformas internacionais, como a Assembleia-Geral da ONU.
Tensão crescente entre China e Taiwan
O desentendimento ocorre em um ambiente de tensões crescentes, com Pequim afirmando que não descarta o uso da força para reunificar Taiwan. O presidente de Taiwan, Lai Ching-te, já manifestou que a ilha não aceitará a oferta chinesa de “um país, dois sistemas”, o que implicaria uma perda de autonomia. Em uma declaração recente, Lai também mencionou a intenção de aumentar os gastos militares em resposta ao potencial risco de incursão militar da China.
A situação se agrava ainda mais com a recente reunião entre a nova primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e o representante de Taiwan na Apec, que gerou reações negativas por parte de Pequim, que considera a questão de Taiwan uma questão interna e sensível.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br










