Estudo revela disparidade alarmante nas mortes por intervenção policial

Relatório revela que negros têm 4,5 vezes mais chances de serem mortos pela polícia no RJ. Dados são alarmantes.
Em Rio de Janeiro, 2024, um estudo da Rede de Observatórios da Segurança revela que negros têm 4,5 vezes mais chances de serem mortos pela polícia do que brancos. No último ano, foram registrados 703 óbitos por intervenção policial no estado, sendo 546 de pessoas negras, o que representa 86,1% do total.
Disparidade nas estatísticas
Os dados mostram que, entre os mortos, 57,1% são jovens com idades entre 18 e 29 anos. A Bahia destaca-se como o estado com a maior taxa de mortalidade, com 11,5 negros mortos por 100 mil habitantes em comparação a 2 brancos por 100 mil. No Rio, a taxa de mortalidade entre negros é de 5,9 por 100 mil, em contraste com 1,3 para brancos.
Falta de informações sobre raça
A pesquisa também critica a ausência de informações sobre a cor das vítimas, apontando que, de 2019 a 2024, 512 casos não informaram a cor, sendo 200 apenas na Bahia. Essa lacuna nas informações dificulta a análise e a cobrança de justiça em casos de violência policial. “Sem dados raciais, não há estatística; sem estatística, nega-se o problema”, afirmam os pesquisadores.
Necessidade de mudanças
Além de apontar o aumento das mortes, o estudo sugere que sejam implementadas medidas como o uso de câmeras corporais nas operações policiais e a obrigatoriedade de registrar a cor das vítimas, com sanções para o não cumprimento. Essas ações são consideradas essenciais para enfrentar a sobremortalidade de pessoas negras e promover direitos humanos no Brasil.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br










