Restaurantes enfrentam escassez de mão de obra, mesmo com salários na média

A escassez de mão de obra para auxiliares de cozinha em São Paulo tem gerado dificuldades para restaurantes, mesmo com salários na média do mercado.
Em São Paulo, a escassez de mão de obra para a função de auxiliar de cozinha tem gerado desafios significativos para os restaurantes. A influenciadora Isa Scherer, dona da marca de doces Scherbi’s, anunciou uma vaga para a função, oferecendo um salário de R$ 1.800, o que gerou forte repercussão nas redes sociais. O valor está na faixa do piso da categoria em São Paulo, que atualmente é de R$ 1.804.
O cenário de escassez de mão de obra
Após a divulgação da vaga por Scherer, a reação nas redes sociais levantou um debate sobre a valorização dos profissionais da cozinha, especialmente considerando itens de luxo que a influenciadora possui. Scherer, em resposta, afirmou que sua empresa segue as normas trabalhistas e que a estrutura do negócio foi aprimorada. No entanto, a falta de mão de obra é uma preocupação constante no setor, com a Abrasel relatando cerca de 7.000 vagas abertas em bares e restaurantes na cidade.
Demandas do setor
Cargos como auxiliares de cozinha são os mais buscados, com 70% dos entrevistados citando essa necessidade, seguidos por garçons e atendentes. Joaquim Saraiva, da Abrasel-SP, destacou que o cargo é muitas vezes ocupado por pessoas sem qualificação prévia, que podem progredir na carreira. A dificuldade de contratação se agravou após a pandemia, quando muitos profissionais migraram para outras áreas, como serviços de entrega.
Desafios e soluções
A coordenadora jurídica da ANR, Iasmin Freitas, também observou que a dificuldade de contratação se estende a outros segmentos do varejo. Para enfrentar essa escassez, empresas estão adotando estratégias criativas de recrutamento, como campanhas em áreas com mais necessidade. Caroline Nogueira, da Premium Essential Kitchen, destacou que, embora o salário de R$ 1.800 possa parecer insuficiente, ele está alinhado com o piso da categoria. A discussão sobre a falta de mão de obra precisa ser mais profunda e envolver a valorização dos profissionais, que, muitas vezes, são desconsiderados no mercado.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br










