Iniciativa visa reduzir emissões em nove países até 2028

Michael Bloomberg anunciou um investimento de US$ 100 milhões para reduzir as emissões de metano em nove países até 2028.
Nesta quinta-feira (6), em um anúncio realizado, o bilionário Michael Bloomberg revelou um investimento de US$ 100 milhões (cerca de R$ 536 milhões) voltado para a redução das emissões de metano (CH4), um gás que representa cerca de um terço do aquecimento global. A iniciativa busca não apenas monitorar, mas também reduzir as emissões de metano em nove países até 2028, com a ambição de cortar 22 milhões de toneladas por ano, equivalente à poluição produzida por 490 usinas movidas a carvão.
Parceria internacional para monitoramento
A iniciativa, chamada “Methane Response Basecamps”, irá colaborar com governos e organizações de países como Austrália, Indonésia, México e Nigéria, além de nove estados dos EUA, incluindo Califórnia e Texas. O projeto promete fortalecer a medição da poluição por satélite e identificar vazamentos em indústrias que não são reportados nas estatísticas nacionais. O CEO do Global Methane Hub, Marcelo Mena, ressaltou que a redução de 75% das emissões até 2030 pode evitar um aumento de 0,1°C na temperatura até 2050.
Implicações e próximos passos
Bloomberg, que atua como enviado especial da ONU para Ação Climática, enfatizou que as emissões de metano são uma das principais causas da mudança climática, mas também uma oportunidade para progresso rápido. A tecnologia desenvolvida pela NASA será utilizada para lançar três novos satélites de monitoramento, que permitirão uma medição mais precisa das emissões. O investimento é visto como uma forma de inaugurar uma nova era de responsabilidade e transparência na crise climática, conforme mencionado por António Guterres, secretário-geral da ONU.
Importância do monitoramento
A governadora de Novo México, Michelle Lujan Grisham, sublinhou a importância do monitoramento, afirmando que a legislação aprovada no estado conseguiu reduzir pela metade as emissões das indústrias de petróleo e gás. A diretora-executiva da COP30, Ana Toni, destacou que o monitoramento por satélite já demonstrou resultados positivos na proteção da Amazônia e que o mesmo pode ocorrer nas emissões de metano. Com o apoio de Bloomberg e a implementação de novas tecnologias, espera-se que a redução das emissões de metano se torne uma prioridade global.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br










