O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou um levantamento surpreendente sobre a influência do futebol na escolha de nomes no Brasil. A pesquisa, parte da segunda edição do site Nomes no Brasil, revela um aumento significativo de registros com nomes de jogadores como Neymar e Endrick, refletindo a popularidade e o impacto desses atletas na cultura brasileira.
O nome “Neymar”, impulsionado pelo sucesso do atacante, já figura em 2.443 registros civis, com uma idade média de 11 anos. O auge dos registros ocorreu entre 2010 e 2019, com 1.468 meninos batizados em homenagem ao craque. Esse número representa um salto de 17 vezes em relação à década anterior, evidenciando o fenômeno Neymar.
“Endrick”, a jovem promessa do futebol, também experimentou um “boom” nos registros. Se até 2009 havia apenas 359 pessoas com esse nome, desde então, 1.048 bebês foram registrados como Endrick, com uma média de idade de 7 anos. Esse crescimento coincide com a ascensão meteórica do jogador, que agora brilha no Real Madrid.
Curiosamente, o Brasil registra mais “Maradonas” (128) do que “Pelés” (75). O eterno camisa 10 argentino, falecido em 2020, inspira mais homenagens em nome próprio do que o Rei do Futebol, Pelé, falecido em 2022. Apesar da diferença, ambos os ícones do futebol mundial permanecem presentes na memória dos brasileiros.
Em contrapartida, Romário lidera o ranking de nomes de jogadores mais populares, com 50.538 registros. Riquelme também se destaca, com 25.942 pessoas batizadas em homenagem ao ídolo argentino.
Minas Gerais é o estado com o maior número de “Neymars” (372), seguido por São Paulo (340) e Amazonas (239). O nome está presente em todas as unidades federativas do Brasil, ocupando a 4.486ª posição no ranking nacional. Reginaldo Diniz, CEO da agência de marketing esportivo End to End, destaca a força dos clubes em criar identidade que ultrapassa os resultados de campo e gerações.
“O Santos não construiu só uma das histórias mais admiradas do futebol mundial, mas revelou nomes que viraram verbo, sonho e inspiração. Pelé virou sinônimo de genialidade e palavra no Dicionário. Neymar, por sua vez, não é só referência para nome de criança, mas se transformou em uma marca global e consumida por milhões de pessoas”, completa Diniz.
Fonte: http://www.oliberal.com










