O Hospital Santa Rita, referência em tratamento oncológico em Vitória, enfrenta um desafio preocupante: um surto de infecção respiratória, posteriormente identificado como histoplasmose, tem levado pacientes a evitarem o hospital por receio de contaminação. A situação preocupa as autoridades de saúde, que buscam tranquilizar a população e garantir a continuidade dos tratamentos.
Segundo o secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, aproximadamente 50% dos pacientes de alguns setores do hospital estão faltando a consultas e procedimentos. Diante desse cenário, a Secretaria de Saúde (Sesa) tem reforçado que o hospital é seguro para a população, com áreas isoladas e protocolos rigorosos de desinfecção, garantindo a segurança dos pacientes.
“Nós temos segurança, enquanto Secretaria de Saúde, que as demais áreas do hospital estão absolutamente sob nenhum risco à vida das pessoas. Sem nenhum risco de contaminação”, afirmou Hoffmann, buscando dissipar o medo e incentivar os pacientes a manterem seus tratamentos. A interrupção da rotina, especialmente para pacientes oncológicos, pode ser prejudicial à saúde e recuperação.
A coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Santa Rita, Carolina Salume, ecoa o apelo: “Precisamos fazer o paciente entender que o hospital é seguro, principalmente para aqueles pacientes que têm um tratamento oncológico e que não podem perder o seu tratamento”. Ela enfatiza a importância de não adiar quimioterapias, radioterapias, cirurgias e biópsias.
As investigações apontam para a histoplasmose, causada pelo fungo Histoplasma, encontrado em fezes de morcegos e aves. Exames da Fiocruz confirmaram a presença do fungo em amostras de pacientes. A ala de internação, epicentro da contaminação, e um centro cirúrgico adjacente permanecem fechados para desinfecção e aguardam a validação da Vigilância Sanitária para reabertura.










