Deputado arrisca faltas não justificadas e Jair Bolsonaro prevê prisão no retorno ao Brasil
A licença parlamentar de 120 dias de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) chega ao fim neste domingo (20). A partir desta data, o deputado começa a contabilizar faltas não justificadas caso não retorne ao país. Segundo o regimento da Câmara dos Deputados, um parlamentar pode perder o mandato se faltar a mais de um terço das sessões plenárias.

O Congresso Nacional está atualmente em recesso, com atividades programadas para retomada em 4 de agosto. Em março, Eduardo havia solicitado afastamento por “interesses pessoais” e dois dias adicionais para “tratamento de saúde”.
Estadia nos EUA e articulação internacional
No anúncio do afastamento, Eduardo Bolsonaro divulgou um vídeo afirmando que permaneceria nos Estados Unidos para articulação política. Segundo o deputado, sua presença no país norte-americano tinha como objetivo “buscar sanções contra violadores de direitos humanos”.
Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Eduardo foi o terceiro deputado mais votado em São Paulo nas eleições de 2022, com 741.701 votos, atrás de Guilherme Boulos (PSOL) e Carla Zambelli (PL), de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral.
Suplente segue no cargo
Durante o período de afastamento, a vaga foi ocupada pelo suplente José Olímpio Silveira Moraes, conhecido como Missionário José Olímpio (PL-SP). Formado em Direito pela Faculdade de Itapetininga e ligado à Igreja Mundial do Poder de Deus, ele afirma atuar na defesa dos “valores cristãos e familiares”.
Jair Bolsonaro prevê prisão do filho se voltar ao país
Na sexta-feira (18), após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs tornozeleira eletrônica e proibiu Jair Bolsonaro de falar com o filho, o ex-presidente declarou não acreditar no retorno de Eduardo ao Brasil.
“Se ele voltar, vai ser preso”, afirmou Bolsonaro, acrescentando que Eduardo deve tentar se tornar cidadão americano. Segundo ele, o deputado “fala inglês, espanhol e árabe fluentemente, tem bom relacionamento com o governo dos Estados Unidos e não voltará enquanto Moraes puder prender quem quiser”.
Impactos políticos da ausência
O prolongamento da estadia de Eduardo Bolsonaro nos EUA gera incertezas dentro do PL e amplia o desgaste político da família, já afetada por decisões judiciais brasileiras e sanções americanas. Caso permaneça no exterior, além do risco de perder o mandato, cresce a possibilidade de afastamento definitivo da vida política brasileira.










