Filiação ocorreu em Brasília e foi celebrada pelo presidente do partido, alvo de inquérito na PF
O ex-governador Roberto Requião e o deputado estadual Requião Filho oficializaram na última terça-feira (16) a entrada no PDT. O ato de filiação aconteceu na sede nacional do partido, em Brasília, e contou com a presença do presidente da sigla, Carlos Lupi, que atualmente é investigado pela Polícia Federal por suposto envolvimento em fraudes no INSS durante sua gestão como ministro da Previdência.

Durante o evento, Requião Filho fez duras críticas à polarização política no Brasil e defendeu a reconstrução do PDT no Paraná com base em um projeto popular. “Porque hoje, na democracia brasileira e paranaense, nós temos um obstáculo muito grande. A democracia no Brasil hoje tem dono. Ela está polarizada e não é ao acaso. Ela está polarizada porque ela beneficia dois grupos que assim querem que ela permaneça. Querem só dois candidatos à presidência, querem dois candidatos a governador, querem dois candidatos a prefeito, querem polarizar e deixar a política rasa”, afirmou o deputado.
Roberto Requião, por sua vez, disse que volta ao partido com o compromisso de fortalecer um projeto nacional de desenvolvimento. Em seu discurso, atacou o atual modelo econômico brasileiro e questionou quem lucra com a desigualdade. “A quem interessa uma instabilidade econômica que estabiliza quem conserva a mais brutal das desigualdades de renda do planeta? A quem interessa o controle de preços que sempre, e cada vez mais, tira do pobre para sustentar o mais rico? A quem interessa manter equilibradas as contas públicas que destinam metade do orçamento nacional ao pagamento dos juros da banca?”, disparou.
Carlos Lupi celebrou a filiação dos dois como um reforço importante para a sigla. “Hoje é um dia pra comemorar, agradecer e mostrar que o PDT está mais forte do que nunca. A presença de Roberto Requião e Requião Filho não representa apenas o partido mais forte das oposições no Paraná, mas uma importância para o Paraná e para o Brasil”, disse o dirigente, que foi demitido do cargo há dois meses.
Com a filiação, o PDT passa a ter dois deputados na Assembleia Legislativa do Paraná. Segundo Requião Filho, um ato político também deve ser realizado no estado, mas ainda sem data definida.
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