Um carro de passeio, modelo Prisma branco, tornou-se mais uma vítima das intensas chuvas que castigam a Rua NE-2, no bairro Chácara dos Poderes, em Campo Grande. Atolado desde o último fim de semana, o veículo ilustra o drama enfrentado pelos moradores da região, que sofrem com alagamentos e lamaçais após cada precipitação. A situação, segundo relatos, tem se agravado nos últimos meses.
A saga para remover o carro atolado mobilizou esforços, inclusive a tentativa frustrada de um irmão do condutor, que tentou rebocá-lo com outro veículo de passeio. “Falei para ele arrumar um 4×4; senão, não vai sair”, relatou o empresário Jeferson de Moraes, 43 anos, testemunha da dificuldade em transitar pela via. A remoção só foi possível após a chegada de uma caminhonete, horas depois.
Moraes afirma que o problema não é novo e se intensificou após uma enxurrada que abriu crateras na rua há cerca de um ano. Segundo ele, a promessa de cascalhamento da via não foi cumprida, resultando em um lamaçal sempre que chove. “Prometeram que iriam jogar cascalho, mas jogaram areia. Agora, toda vez que chove, vira um lamaçal.”
Além do Prisma, o empresário relata que outros veículos também atolaram na mesma rua, evidenciando a precariedade da infraestrutura local. A Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) já reconheceu que a situação é agravada pelo solo arenoso, pela vazão de água de áreas mais altas, como o Jardim Noroeste, e pela falta de drenagem adequada.
Em julho, a prefeitura anunciou obras de drenagem e pavimentação no Jardim Noroeste, com o objetivo de amenizar os alagamentos na Chácara dos Poderes. A construção de uma bacia de retenção de água, no encontro da Rua Urupês com a Estrada SW-2, foi apontada como uma solução para o problema. Resta saber se as medidas serão suficientes para acabar com o sofrimento dos moradores.










