Às vésperas da Conferência do Clima das Nações Unidas (COP30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta sexta-feira, a necessidade de o mundo contribuir ativamente para a preservação da Amazônia, indo além de simples pedidos. Em visita à Comunidade Jamaraquá, na Floresta Nacional do Tapajós, Lula enfatizou que o Brasil precisa de apoio para garantir a sustentabilidade da floresta e das comunidades que nela vivem.
“Não é só pedir para a gente manter a Floresta em pé. É preciso pedir para a gente manter a floresta em pé e, para ela ficar em pé, nós temos que dar sustentação econômica, educacional, de saúde para as pessoas que tomam conta dessa floresta”, declarou o presidente, ressaltando a importância de oferecer condições dignas para a população local.
Lula ainda destacou a COP30 como um momento crucial para o mundo conhecer a Amazônia e seu povo, reconhecendo o papel fundamental dos moradores na preservação da floresta. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, presente no evento, reforçou o compromisso do governo em zerar o desmatamento até 2030, apontando a bioeconomia, o extrativismo e o artesanato como alternativas sustentáveis à exploração predatória.
Marina Silva também apresentou dados otimistas sobre a redução do desmatamento e dos incêndios florestais no país, atribuindo os resultados às políticas implementadas pelo governo. “A gente já reduziu em dois anos em 50% o desmatamento na Amazônia, 32% no país inteiro”, comemorou a ministra, que ainda ressaltou a necessidade de o mundo reduzir a emissão de carbono, de petróleo e gás.
Por fim, Marina Silva elogiou a postura de Lula em relação à transição para fontes de energia renováveis, afirmando que o governo está empenhado em traçar um plano para reduzir a dependência de combustíveis fósseis. “Não é fácil, mas se Deus quiser, nós haveremos de traçar o mapa do caminho”, concluiu a ministra.










