Paulo Martins admite que pode disputar o governo do Paraná em 2026 e negocia ida ao Partido Novo


Após perder espaço com Bolsonaro, vice-prefeito da capital quer se reposicionar na política estadual e cogita mudar de sigla

O vice-prefeito de Curitiba, Paulo Martins (PL) confirmou, em entrevista à Jovem Pan News Paraná, que pretende disputar o governo do estado em 2026. De olho em uma candidatura majoritária, ele também negocia uma possível mudança de partido e conversa com o Novo, legenda que busca um nome competitivo para lançar ao Palácio Iguaçu.

O vice-prefeito Paulo Martins é um dos fiéis da balança nas eleições de 2026 (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

Paulo Martins afirmou que seu objetivo é disputar o governo do Paraná, independentemente da sigla em que esteja, desde que haja alinhamento programático e estratégico. Atualmente no PL, ele perdeu espaço nas fileiras bolsonaristas após ser preterido por Jair Bolsonaro nas articulações mais recentes da direita no estado. Principalmente devido aos sinas cruzados dados pelo ex-presidente na campanha à Prefeitura, quando apoiou oficialmente Eduardo Pimentel (PSD), mas fez vídeos defendendo a candidatura de Cristina Graeml (Podemos).

Martins foi o nome apoiado por Bolsonaro para o Senado em 2022, mas acabou derrotado por Sergio Moro (União Brasil). Desde então, viu seu protagonismo diminuir no PL, principalmente com o crescimento de figuras como o próprio Moro, que passou a ocupar o centro das costuras políticas da direita paranaense.

“Eu não fui nem convidado para algumas reuniões”, reclamou Martins, se referindo a encontros estratégicos que contaram com a presença de Bolsonaro, lideranças do PL e outros aliados. A situação impulsionou sua aproximação com o Partido Novo, com o qual tem afinidade ideológica e que ainda não tem uma liderança estadual consolidada.

Enquanto negocia a possível migração, o vice-prefeito tem intensificado a agenda política, defendendo pautas liberais e tentando construir uma candidatura fora do eixo tradicional. A decisão sobre a filiação deve ser tomada até o ano que vem, dentro do prazo de janela partidária.

Procurado pelo Politiza, o Paulo Martins ainda não retornou nosso contato.

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