PF cumpre mandado contra Mauro Cid e prende ex-ministro de Bolsonaro por tentativa de fuga

Gilson Machado é suspeito de ajudar Mauro Cid a obter passaporte português para fugir do país

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi alvo de mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na manhã desta sexta-feira (13/6). A Polícia Federal (PF) investiga se ele tentou obter um passaporte para deixar o país. Cid teve seus celulares apreendidos e deve prestar depoimento ainda nesta manhã, às 11h.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Gilson Machado é preso em Recife

Na mesma operação, a PF prendeu Gilson Machado, ex-ministro do Turismo no governo Bolsonaro, em Recife (PE). Ele é suspeito de intermediar a emissão de um passaporte português para Mauro Cid, em uma tentativa de facilitar sua fuga do Brasil. A ação teria ocorrido em maio de 2025, junto ao Consulado de Portugal na capital pernambucana.

Investigação partiu de pedido da PF e da PGR

A operação foi autorizada após pedido da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR), feito na última terça-feira (10/6).

Ambos os órgãos solicitaram ao STF a abertura de um inquérito para investigar Gilson Machado por possível obstrução da Justiça. A PGR concordou com as medidas cautelares, incluindo busca e apreensão pessoal e domiciliar, além da quebra de sigilos telemático e telefônico do ex-ministro.

PF detalha tentativa de obtenção do passaporte

Segundo a PF, Machado teria atuado junto ao Consulado de Portugal no Recife, no dia 12 de maio de 2025, para conseguir um passaporte em nome de Mauro Cid. A iniciativa teria como objetivo permitir a saída do ex-ajudante de ordens do território nacional, em meio às investigações do inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado.

Cid é réu por tentativa de golpe

Mauro Cid é um dos 31 réus denunciados pela PGR por participação em uma suposta tentativa de golpe para manter Jair Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições de 2022. Entre os acusados estão o próprio ex-presidente, militares e assessores do antigo governo.

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