Gerson Palermo, um narcotraficante com uma pena de 126 anos e foragido há cinco, é acusado de planejar o sequestro da própria filha em Campo Grande. O objetivo, segundo a investigação, era recuperar R$ 50 mil que ele acreditava estarem em posse da jovem. A vítima foi mantida em cativeiro e torturada antes de ser libertada no Bairro Moreninha.
O sequestro resultou na prisão de Reinaldo Silva de Farias, um dos envolvidos. A investigação aponta que o avô materno da vítima era responsável por esconder grandes quantias de dinheiro para Palermo. Contudo, o advogado de defesa, Amilton Ferreira, nega o envolvimento do cliente, classificando o caso como “uma briga familiar” e questionando a lógica de um pai sequestrar a própria filha.
A vítima, por sua vez, nega ter o dinheiro, afirmando que sua mãe o utilizou ao longo dos anos e que ela estaria escondida com Palermo na Bolívia. As investigações indicam que Palermo chegou a ameaçar a família de morte durante o sequestro, exigindo a devolução do dinheiro em uma ligação ao avô da jovem. “Ele afirmava que não iria acontecer nada com a filha caso ‘devolvessem o dinheiro’”, revelou a polícia.
O sequestro ocorreu quando a jovem foi atraída com a falsa promessa de receber dinheiro para o tratamento da avó. Ao entrar no veículo, foi rendida por dois homens que exigiam o dinheiro do “velho”, apelido de Palermo. Após ser mantida em um imóvel abandonado, a vítima foi submetida a agressões físicas e psicológicas, com fotos enviadas ao marido como forma de pressão.
Após ser libertada, a jovem informou à polícia que o pai orquestrou o sequestro e que ele estaria escondido com a mãe na Bolívia. Os sequestradores levaram um iPhone e um MacBook da vítima, que foram recuperados após a intervenção da mãe, que desconhecia o contato da filha com a polícia. A ação policial levou à prisão de Reinaldo Silva de Farias, acusado de extorsão mediante sequestro, posse de arma de fogo e ameaça.
Palermo, conhecido por sequestrar um avião da Vasp em 2000, está foragido desde 2020, quando teve a prisão domiciliar revogada. Sua ficha criminal inclui crimes ligados ao tráfico de drogas e assalto a bancos, consolidando sua reputação como um dos maiores chefões do tráfico no país.










