A renomada cantora Maria Alice, com uma trajetória de mais de três décadas, lança seu aguardado quarto álbum, “Maria Alice canta Geraldo Espíndola”, uma homenagem vibrante a um dos ícones da música sul-mato-grossense. O disco, que chega às plataformas digitais em 30 de outubro, revisita a obra de Geraldo Espíndola sob uma nova perspectiva.
O novo trabalho apresenta 14 faixas do compositor, reimaginadas na voz singular de Maria Alice. Com arranjos inéditos sob a direção musical de Pedro Ortale e Jerry Espíndola, irmão do homenageado, as canções ganham roupagens que celebram a riqueza da música regional. A iniciativa busca valorizar a continuidade da produção artística de Geraldo Espíndola.
“O Geraldo continua na ativa e produzindo e para mim o bom é fazer homenagem que a pessoa possa ver”, declara Maria Alice, ressaltando a importância de reconhecer o artista em vida. “O álbum também cumpre o papel de registro histórico e preservação de memória”, completa, evidenciando a relevância do projeto para a cultura local.
A relação entre Maria Alice e Geraldo Espíndola é marcada por admiração mútua. Desde os anos 1980, Maria Alice acompanhava os shows de Geraldo, incorporando suas músicas ao seu próprio repertório. Essa admiração, que floresceu em amizade, agora se concretiza neste álbum.
Geraldo Espíndola expressou sua emoção com a homenagem: “Estou muito feliz com o resultado. As canções ficaram lindas e emocionantes. A Maria Alice canta demais”. O artista elogiou a produção impecável e os arranjos, destacando o respeito profissional e a amizade que permeiam o projeto. “Eu adorei o disco”, concluiu.
O repertório abrange a diversidade da obra de Geraldo Espíndola, explorando temas regionais, mensagens de amor, questões ambientais e de resistência. Canções como “Kikio”, “Cunhataiporã” e “Tuiuiú-Jaburú” ganham nova vida, enquanto “Vida Cigana” (eternizada pelo Raça Negra) surge em uma versão bossa nova.
O álbum conta com participações especiais que enriquecem ainda mais a homenagem. Geraldo Espíndola divide os vocais com Maria Alice em “Tuiuiú-Jaburú”, a rapper Anarandá MC (da etnia Guarani Kaiowá) declama versos em português e guarani em “Kikio”, e Humberto Espíndola contribui com um improviso em “Mixórdia”.
Com projeto gráfico de Lula Ricardi e produção da Marruá Arte e Cultura, o álbum reafirma o papel de Maria Alice como uma das vozes mais importantes da música sul-mato-grossense. Sua trajetória, marcada pela valorização da cultura local, ganha mais um capítulo com este tributo a Geraldo Espíndola.










