Paraná tem menor taxa de desemprego da história no 1º trimestre


Estado registra 4% de desocupação e mantém crescimento no número de pessoas com trabalho

O Paraná registrou a menor taxa de desemprego no primeiro trimestre de toda a sua série histórica. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (16) pelo IBGE, o índice chegou a 4%, o mais baixo já registrado para o período.

Foto: Albari Rosa/ Arquivo AEN

Esse número coloca o estado entre os melhores do país. Fica atrás apenas de Santa Catarina (3%), Rondônia (3,1%) e Mato Grosso (3,5%). Empata com Espírito Santo e Mato Grosso do Sul, ambos também com 4%.

Se considerados os dias atuais, é a quarta menor taxa de desocupação da história do Paraná. Os dados fazem parte da PNAD Contínua, pesquisa nacional realizada pelo IBGE.

Queda constante desde 2021

O novo índice reforça a tendência de queda nos últimos anos. Em 2021, ainda no início da vacinação contra a Covid-19, o Paraná tinha 9,4% de desempregados no 1º trimestre. Em 2022, o número caiu para 6,8%, depois para 5,4% em 2023 e 4,8% em 2024.

Agora, com 4%, o estado atinge o melhor resultado para um início de ano.

Mulheres e jovens têm maiores índices

Mesmo com o bom desempenho geral, os dados mostram diferenças por grupo. A desocupação entre mulheres é maior: 4,7%, enquanto entre os homens é de 3,4%.

Por faixa etária, os jovens de 14 a 17 anos enfrentam os maiores desafios. Já entre os adultos, o índice cai significativamente:

  • 18 a 24 anos: 8,1%

  • 25 a 39 anos: 3,5%

  • 40 a 59 anos: 2,5%

  • 60 anos ou mais: 1,7%

Ocupação atinge novo recorde

Além da queda na desocupação, o Paraná também bateu recorde no número de pessoas ocupadas. Segundo o IBGE, o estado tem 6,156 milhões de trabalhadores em atividade, somando empregados, empregadores, autônomos e trabalhadores familiares.

Esse é o maior número da série histórica da PNAD Contínua. São 20 mil pessoas a mais em relação ao 4º trimestre de 2024.

O Paraná agora tem o 5º maior número de trabalhadores ativos no Brasil, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia.

Mais carteira assinada, menos informalidade

O estado também mantém uma alta taxa de formalização. Cerca de 80,4% dos trabalhadores têm carteira assinada, bem acima da média nacional de 74,6%.

A informalidade também é mais baixa que a média do país: 31,6% no Paraná, contra 38% no Brasil. Estados como Maranhão, por exemplo, têm apenas 51,4% de formalização.

Geração de empregos cresce

Dados do Caged confirmam o bom momento. No 1º trimestre de 2025, o Paraná criou 60.757 novos postos de trabalho com carteira assinada, o 5º melhor resultado do Brasil.

No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo chega a 118.038 empregos formais, o 3º melhor do país.

Gestão voltada ao trabalhador

Para o secretário de Estado do Trabalho, Qualificação e Renda, Mauro Moraes do Carmo, os números refletem uma política pública eficiente.

“O Paraná está criando um ambiente de oportunidades. Quem quer trabalhar encontra espaço para crescer”, afirmou.

Segundo ele, os resultados são fruto da parceria entre o governo e o setor produtivo, com foco na qualificação profissional e na geração de empregos de qualidade.

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