Os preços do petróleo registraram um aumento expressivo nesta quinta-feira, impulsionados pelas novas sanções impostas pelos Estados Unidos às gigantes petrolíferas russas Rosneft e Lukoil. A medida, que visa restringir a oferta de petróleo no mercado global, provocou uma reação imediata nos mercados futuros.
O Brent do Mar do Norte, referência para o mercado europeu com entrega prevista para dezembro, saltou 5,05%, atingindo US$ 65,75 por barril às 9h20 GMT (6h20 de Brasília). Paralelamente, o West Texas Intermediate (WTI), equivalente americano, avançou 5,18%, cotado a US$ 61,53 o barril, também com entrega em dezembro.
O movimento de alta já era perceptível na Ásia, onde os preços do petróleo subiram quase 3% durante a sessão de quinta-feira. A escalada nos preços reflete a crescente preocupação do mercado com a potencial redução na oferta de petróleo russa, um importante player global.
A imposição das sanções foi anunciada na quarta-feira, em Washington, após declarações do então presidente Trump, indicando que as negociações com o presidente russo Vladimir Putin para solucionar o conflito na Ucrânia “não levam a lugar nenhum”.
O Secretário do Tesouro, Scott Bessent, fez um apelo formal para que os aliados dos Estados Unidos se juntassem às sanções, buscando um efeito ainda maior sobre a economia russa e o mercado global de energia. A resposta da comunidade internacional será crucial para determinar o impacto final dessas medidas.










