A Rede de Vigilância Sanitária de Aracaju (REVISA/SMS) intensificou o alerta sobre a comercialização e o uso indevido de medicamentos como Ozempic e Monjaro, agonistas GLP-1, nesta quarta-feira, 22. A venda irregular desses produtos, frequentemente anunciados como soluções rápidas para emagrecimento, tem gerado grande preocupação. A REVISA reforça que esses medicamentos são indicados exclusivamente para o tratamento de diabetes e obesidade, sempre sob rigorosa prescrição médica.
O farmacêutico Lucas Nogueira, da REVISA, explica que as denúncias de venda ilegal, sobretudo via redes sociais, têm aumentado significativamente. “Esses medicamentos só podem ser vendidos em drogarias, com prescrição médica e retenção da receita”, ressalta Nogueira. A REVISA tem identificado a comercialização de produtos contrabandeados ou falsificados, muitos deles provenientes do Paraguai, o que agrava ainda mais os riscos.
Um dos principais perigos reside na apresentação dos produtos irregulares. Enquanto os medicamentos originais são fornecidos em canetas de uso individual e descartável, os produtos ilegais são frequentemente encontrados em frascos multidoses, cuja origem e composição são desconhecidas. Essa falta de rastreabilidade aumenta o risco de contaminação e da presença de substâncias diferentes das declaradas.
A conservação inadequada também representa um sério risco para a saúde. “Os medicamentos legítimos são termolábeis e precisam ser mantidos sob refrigeração. No comércio irregular, geralmente ficam à temperatura ambiente, comprometendo eficácia e segurança”, alerta Lucas Nogueira. A REVISA tem realizado inspeções em drogarias e distribuidoras autorizadas para garantir a conformidade dos medicamentos com as normas da Anvisa.
A população de Aracaju pode denunciar a suspeita de venda de produtos irregulares à Vigilância Sanitária através do telefone 0800 729 3534 (opção 2) ou presencialmente na sede da SMS, localizada na rua Nelly Correia de Andrade, nº 50, bairro Coroa do Meio. A venda ou compra de produtos contrabandeados configura crime e deve ser denunciada para proteger a saúde pública. Indícios de irregularidades incluem preços muito abaixo do mercado, rótulos em língua estrangeira e ausência de informações essenciais, como data de validade, número de lote e dados do fabricante.
Fonte: http://infonet.com.br










