A Petrobras obteve, nesta segunda-feira (20), a licença ambiental para iniciar as pesquisas de exploração na Margem Equatorial, um marco que o governador do Amapá, Clécio Luis (Solidariedade), considera o ponto de partida para uma nova matriz econômica no estado. A expectativa é atrair mais empresas do setor de óleo e gás, impulsionando o desenvolvimento regional.
A Margem Equatorial, que se estende da foz do rio Oiapoque, no extremo norte do Amapá, até o litoral norte do Rio Grande do Norte, posiciona o estado como peça fundamental no futuro energético brasileiro. Essa vasta área marítima é considerada uma das mais promissoras do país, situada no limite do mar territorial brasileiro.
Com reservas potenciais estimadas em até 16 bilhões de barris de petróleo e uma possível produção de 1,1 milhão de barris por dia, a região é vista pela Petrobras e pelo Governo Federal como o “novo Pré-Sal da Amazônia”. O Ibama já autorizou a Petrobras a perfurar um poço de petróleo para prospecção na área, localizada a 500 quilômetros da foz do rio Amazonas.
Apesar do foco no petróleo, o estado também busca diversificar sua economia. O Instituto Equatorial, por exemplo, avança com o Programa MUDA, que visa capacitar empreendedores comunitários para liderarem a transformação econômica sustentável no Amapá, fomentando negócios inovadores baseados na bioeconomia.
“Nosso compromisso com o empreendedorismo vai além do negócio, é sobre transformar realidades e criar oportunidades duradouras”, destaca Janaina Ali, coordenadora do Instituto Equatorial. A iniciativa busca fortalecer um ecossistema de negócios que valoriza e utiliza de forma sustentável os recursos naturais da região, criando oportunidades de geração de renda e promovendo o desenvolvimento.










