Arara-canindé volta a voar no Rio após 200 anos


Espécie retorna à natureza em projeto de reintrodução no Parque Nacional da Tijuca

Arara-canindé volta a voar no Rio após 200 anos
Araras-canindés em fase de readaptação no Parque Nacional da Tijuca.

Após 200 anos, araras-canindés retornam ao Rio em projeto de reintrodução no Parque Nacional da Tijuca.

Arara-canindé volta a voar após 200 anos

Depois de dois séculos desaparecidas do céu carioca, as araras-canindés estão prestes a voltar à natureza. Resgatadas de cativeiros ilegais, onde muitas sofreram maus-tratos, elas agora passam por um processo de readaptação no Parque Nacional da Tijuca, na Zona Norte do Rio. Esse trabalho faz parte do Refauna, um projeto que reintroduz espécies nativas extintas na cidade para restaurar o equilíbrio ecológico da floresta.

Números do projeto

Desde junho, quatro araras vivem em um viveiro no parque, onde recebem cuidados diários e treinamento para o retorno à vida livre. A expectativa do Refauna é devolver cinquenta araras-canindés à natureza nos próximos seis anos, em parceria com o Parque Nacional da Tijuca. A primeira soltura está prevista para dezembro e deve marcar um novo capítulo na história ambiental do Rio.

Importância da arara-canindé

As araras têm um papel importante na regeneração da floresta, ajudando na dispersão de sementes. Segundo Lara Renzetti, coordenadora de reintrodução do Refauna, a arara quebra a casca do fruto para consumir a polpa, mas não consegue comer a semente, que cai no solo e pode germinar em outro lugar, contribuindo para o crescimento de novas árvores.

Outras espécies reintroduzidas

Além das araras, outras espécies também passaram pelo Refauna, como os jabutis, que tiveram um papel importante no controle de plantas invasoras. O sucesso do projeto pode servir de modelo para iniciativas futuras de conservação e restauração ambiental.

A soltura das araras-canindés representa uma esperança para a biodiversidade do Rio, reafirmando o compromisso com a preservação das espécies nativas.

Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com


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