A Justiça do Rio de Janeiro concentra atenções nesta terça-feira (21) no julgamento de Cíntia Mariano Dias Cabral, acusada de um crime chocante ocorrido em 2022, em Realengo, Zona Oeste da cidade. Ela é ré por envenenar os próprios enteados com chumbinho, um pesticida de uso proibido. O caso resultou na morte de Fernanda Carvalho, de 22 anos, e na tentativa de homicídio de Bruno Cabral, que na época tinha 16 anos.
O crime que chocou a comunidade local teve um desfecho trágico para Fernanda, que não resistiu aos efeitos do veneno. Seu irmão, Bruno, lutou pela vida e sobreviveu, mas carrega as marcas físicas e emocionais do envenenamento. A acusação contra Cíntia Mariano é grave e o júri popular terá a responsabilidade de decidir se ela é culpada ou inocente pelas acusações.
Durante a fase de instrução do processo, Cíntia Mariano optou por permanecer em silêncio, estratégia que pode ter impacto no julgamento. O médico neurologista e perito médico legista da Polícia Civil, Gustavo Figueira Rodrigues, foi a única testemunha interrogada na última audiência. Segundo ele, os exames toxicológicos realizados em Bruno confirmaram a intoxicação por substâncias perigosas.
A mãe de Fernanda, Jane Carvalho, expressou sua dor e indignação ao final da audiência. “Desde o início, quando tudo aconteceu com o Bruno, eu tinha certeza de que era ela”, declarou emocionada. “Independente disso, seguimos com fé de que ela receberá a maior sentença já vista em todo país, porque é o que ela merece. Não tenho dúvida dessa justiça”.
Fernanda Carvalho faleceu em 27 de março de 2022, após 12 dias de internação no Hospital Municipal Albert Schweitzer. Ela havia sido internada após passar mal na casa do pai, onde Cíntia também residia. Seus sintomas incluíam dificuldades respiratórias, língua enrolada e espuma na boca, mas o diagnóstico preciso demorou a ser estabelecido.
Dois meses após a morte de Fernanda, Bruno apresentou sintomas semelhantes após comer feijão na casa do pai e da madrasta. A Polícia Civil instaurou um inquérito e indiciou Cíntia Mariano pelo homicídio de Fernanda e pela tentativa de homicídio de Bruno, com base na similaridade dos casos e nas evidências coletadas.
As investigações revelaram que mensagens foram apagadas do celular de Cíntia, incluindo pesquisas na internet sobre como apagar mensagens do WhatsApp. O laudo complementar de necropsia no corpo de Fernanda atestou que a causa da morte foi intoxicação exógena, confirmando o envenenamento. Exames em Bruno detectaram a presença de compostos carbofuran e terbufós, comprovando que ele também foi vítima do pesticida.
Fonte: http://odia.ig.com.br










